uitas decisões precedem a publicação de seu livro: Vou oferecer para alguma editora? Como fazê-lo? Como aumentar minhas chances de ser selecionado por uma editora? Vou auto-publicar? Em papel ou digital? Quanto custa? Qual a melhor opção? E aí, quando você finalmente decidiu que vai pagar pela sua edição, em papel, e acha que tudo está resolvido... Obviamente, aparecem mil novas questões.Neste post da série Palavra de Profissional, Roberto Klotz, amigo escritor e até recentemente Conselheiro titular de Literatura da Secretaria de Cultura de Brasília, preparou um checklist para orientar quem está neste ponto da edição de seu livro. Passemos a ele a palavra! | |
| Uma obra deve ir além do conteúdo, existindo outras preocupações que o autor ou autores devem ter atenção antes de, finalmente, poder publicar a sua obra. Uma dica importante é pegar livros recentes, de grandes editoras diferentes, e observar/comparar atentamente o que você quer (ou não) e precisa para seu livro, tais como: capa e contracapa, apresentação, ficha catalográfica, agradecimentos, fonte e tamanho, cor e textura de papel, orelhas (tamanho e conteúdo), contracapa, lombada, acabamento, sinopse, observar, ainda, que textos só começam em páginas ímpares. A partir disso, tem-se o seguinte checklist: | |
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23 de abril de 2014
Checklist - O que lembrar quando você vai publicar seu livro
29 de janeiro de 2014
Palavra de Profissional - Um mundo que se abre: novas e definitivas perspectivas
migos!
Estou iniciando uma nova série de posts, que resolvi batizar de "Palavra de Profissional" na falta de um nome menor ou mais imaginativo (se você tiver alguma boa sugestão, pode encaminhar!).
A ideia desta série é divulgar o trabalho de alguns profissionais do mercado
livreiro, explicando o que fazem e (quando for o caso) divulgando seus
contatos.
O objetivo aqui é repassar a autores iniciantes um pouco sobre cada um dos diversos papéis envolvidos na produção de um livro, desde revisores a editores, passando por capistas e ilustradores. Se você atua em qualquer destes papéis e deseja compartilhar conosco sua experiência, bastaentrar em contato comigo.
A primeira participação é da Kyanja Lee, que lança uma luz sobre a muita vezes mal compreendida profissão de parecerista. E divirtam-se - esta é a melhor forma de aprender!
Perguntas que eu mesma me fiz, antes de enveredar por esse caminho sem volta no mundo da literatura, ao qual adentrei há 6 anos.
“Leitor crítico”. Talvez esse termo lhe soe mais familiar? E “leitor beta”? Mais ainda?
Estou iniciando uma nova série de posts, que resolvi batizar de "Palavra de Profissional" na falta de um nome menor ou mais imaginativo (se você tiver alguma boa sugestão, pode encaminhar!).
A ideia desta série é divulgar o trabalho de alguns profissionais do mercado
livreiro, explicando o que fazem e (quando for o caso) divulgando seus
contatos. O objetivo aqui é repassar a autores iniciantes um pouco sobre cada um dos diversos papéis envolvidos na produção de um livro, desde revisores a editores, passando por capistas e ilustradores. Se você atua em qualquer destes papéis e deseja compartilhar conosco sua experiência, bastaentrar em contato comigo.
A primeira participação é da Kyanja Lee, que lança uma luz sobre a muita vezes mal compreendida profissão de parecerista. E divirtam-se - esta é a melhor forma de aprender!
Um mundo que se abre: novas e definitivas perspectivas
“Parecerista? O que é isso? É uma profissão? Nunca ouvi esse termo antes. O
que faz?”Perguntas que eu mesma me fiz, antes de enveredar por esse caminho sem volta no mundo da literatura, ao qual adentrei há 6 anos.
“Leitor crítico”. Talvez esse termo lhe soe mais familiar? E “leitor beta”? Mais ainda?
| Talvez seja interessante fazer uma retrospectiva e nos situarmos no cenário editorial de 6 anos atrás. Diferentemente de agora, em que há um boom de novos escritores nacionais (uma safra bastante significativa, que veio renovar o mercado editorial); de leitores ávidos e exigentes por novidades; além de blogs, portais, sites e jornais literários, não era possível dimensionar quem e quantos escreviam. Havia o Orkut, mas ainda não tinham estourado as incipientes redes sociais como o Facebook e o Twitter e muito menos o Skoob – que tem como objetivo unir leitores e servir como termômetro do que está sendo lido, avaliado, comentado e até quais livros são mais desejados ou estão presentes nas bibliotecas de cada leitor. | “Quer elogios? Peça para
sua mãe ler seu livro. Quer melhorar a qualidade do que escreve?
Peça a um parecerista!” Opinião do Vida de Escritor | |
| Mas retornemos ao ano de 2007, quando diante do desafio de fazer
minhas primeiras avaliações em originais fui informada de que estava
exercendo o trabalho de parecerista. De lá para cá, proliferaram
também os leitores beta, que aliás sempre existiram, mas não com
essa nomenclatura (quando você avalia e tece comentários sobre a
redação ou algum texto − mesmo que pequeno − de algum amigo ou
parente, está desempenhando o papel de um). E qual a principal diferença entre um parecerista e um leitor beta? O comprometimento e o nível de envolvimento com o original. Salvo seja um leitor beta absolutamente crítico, este vai no máximo apontar que gostou ou não gostou da narrativa, que pontos achou mais interessantes ou arrastados, quais personagens estão mais ou menos verossímeis. Sem o ônus da remuneração pelo “serviço profissional”, o peso e a responsabilidade pela leitura é menor. (É lógico que há leitores beta que desempenham superbem essa função, mesmo não sendo remunerados monetariamente. Afinal, há outras fontes de troca, como a leitura recíproca dos respectivos originais, se ambos forem escritores.) Já o parecerista, por ser contratado exclusivamente para essa função, deve enumerar todos os aspectos que julgar convenientes, passando desde pela linguagem empregada, até o perfil psicológico dos personagens − mas principalmente se há inconsistências ou furos na trama. E tudo por meio de um relatório bastante sedimentado. Por mais solitária que seja a atividade de um escritor, este precisa se cercar de leitores que o leiam e lhe deem feedback, antes de seu original ser publicado. Quanto mais opiniões e leituras prévias, por diferentes leitores, melhor. Afinal, cada um tem um nível de compreensão, e a capacidade de interpretação de textos varia de pessoa para pessoa. Oxalá não venham os 5 leitores beta escalados para a leitura de seu original, mais o parecerista, dizer a você que a história está fraca ou que não compreenderam a motivação de seu personagem “x” para aquela tomada de decisão, hein? Para arrematar essa breve história do início de minha trajetória, lembro-me como se fosse hoje do recebimento de meu primeiro arquivo digital, para realizar a leitura crítica em uma narrativa infantil. Não tinha mais do que 35, 40 páginas. Reunidos em torno da mesa da cozinha, fiz a leitura em voz alta para meus filhos, então todos crianças à época. Eles, assim como eu, curtiram bastante ouvir em primeira mão um original destinado ao mesmo público-alvo do qual faziam parte. P.S.: Hoje em dia recebo originais os mais diversos − o maior deles contendo 180 mil palavras e mais de 400 páginas. Haja coragem e concentração para tamanha empreitada! Sobre a autora: Kyanja Lee é formada em Comunicação Social (Propaganda e Marketing) pela ESPM e tem especialização em Língua e Literatura Inglesa pela Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto). Participou de várias oficinas de produção de texto e contos. Atua como parecerista (leitora crítica profissional), preparadora e revisora de originais desde 2007. Tem auxiliado novos autores, desenvolvendo relatórios de leitura crítica, editando, preparando ou revisando seus textos, para que possam ter mais chances de publicação. Saiba mais sobre ela, inclusive como entrar em contato, em http://www.KyanjaLee.com.br | ||
E você, é autor ou trabalha no mercado livreiro? Compartilhe sua experiência e
aproveite para divulgar seu trabalho!
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