Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.
Como sempre, lembro que não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, só interessa a vontade de partilhar com os colegas de profissão. Envie sua contribuição hoje mesmo!
Neste post apresento a contribuição de Claúdio B., escritor de Ficção Científica com publicações internacionais. Como extra, incluo também parte da mensagem do autor, que julgo igualmente interessante. Com a palavra, Cláudio B.:
No Brasil, posso assegurar aos seus leitores amigo Alexandre, um fato: o gênero mais difícil, mais ingrato e mais fadado ao esquecimento em uma prateleira de livraria é a Ficção Científica. Editores, livreiros, distribuidores, crítica especializada, jornalistas e suas mídias, feiras e encontros literários, premiações e por fim, os próprios aficionados deste ramo da literatura, todos acabam fugindo das obras do escritor nacional, como um vampiro fugiria de uma estaca de madeira em cruz.. Há muito, a nula de criatividade para boas estórias, desinteresse pela ciência, cultura e pensamento futurístico, atrelaram-se às políticas do sexo, cerveja, futebol, falta de educação de nível e ao ambiente de futilidades e sites sociais, no qual o brasileiro vive seu dia à dia. Os títulos estrangeiros então acabam dominando o escasso mercado, graças à filmes, jogos, fortes estratégias de marketing e modismos que vão e vem, a todo momento. Sucesso lá fora, best seller aqui dentro. Avatar - O livro, vende mais que banana em feira, após a filmografia. Dan Brown explodiu em vendagem após a produção de seus roteiros. O game "Assassins" já rende altos lucros nas livrarias travestido para estória em papel. Então, eis minhas 7 dicas, para quem se decidir em aventurar na Sci Fi:
19 de agosto de 2013
12 de agosto de 2013
Como publicar um eBook? Preciso registrar meu livro? Mais um post da série Dúvidas de Escritor
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abe aquela duvidazinha que fica ali, incomodando, e você não sabe para quem perguntar? Seus problemas acabaram! Envie suas dúvidas para o Vida de Escritor, por email ou comentando aqui no blog, e terei prazer em responder - e ainda mais prazer em descobrir a resposta, caso eu não saiba! Vamos, então, a mais uma compilação de perguntas e respostas neste post da série Dúvidas de Escritores. Pergunta: Tenho um livro escrito, porém sem registro. Pretendo divulgar algumas páginas por conta própria como “degustação”. Sendo assim, esse conteúdo precisa ser registrado na BN como se fosse a obra completa? Resposta: O registro na BN serve para proteger os seus direitos autorais, ou seja, serve para você provar que é dono do texto. Você pode registrar contos, trechos ou o livro inteiro, mas vai pagar para cada registro (R$ 20,00, a última vez que vi); então se você tem o livro inteiro, o ideal é registrá-lo de uma vez, mesmo que depois o livro possa sofrer alguma revisão. Um detalhe importante é que algumas editoras têm contratos que liberam apenas 10% da obra para divulgação livre na internet pelo autor, assim, cuidado para não dar “degustações” demais, que possam comprometer o interesse das editoras. Por outro lado, se você consegue uma grande legião de fãs, isso pode ajudar muito, então pese estes dois fatores enquanto vai liberando conteúdos, aos poucos, e monitorando o impacto no crescimento de seu público-alvo. | |
Pergunta: E sobre a revisão da obra, como é feito o orçamento? Resposta: Quanto à revisão, usualmente ela é cobrada por página ou por palavra, algo entre 1 ou 2 centavos por palavra ou entre 6 e 12 reais por lauda - também valores antigos, de uns três anos atrás, e do mercado de Brasília, podem varia bastante por aí. Lembre-se que REVISÃO tem a ver com rever o português e pequenas falhas de construção, não a estrutura ou a “qualidade” da obra; o que seria alvo de uma LEITURA CRÍTICA. A leitura crítica é orçada de diversas formas, alguns cobram por palavra, outros de acordo com o número de páginas e a complexidade do tema e da trama; mas geralmente é pelo menos duas vezes mais cara que a revisão. | Pergunta: Quando começo a escrever, muitas vezes me sinto um idiota... Resposta: Esqueça a autocrítica quando escrevendo para evitar perder boas ideias no nascedouro. Lembre-se: Sempre há oportunidade de rever depois |
Pergunta: Tenho uma ideia para um livro, já estudei Joseph Campbell, Syd Field e a estrutura Aristotélica. A questão é que não sei como estruturar tudo. Já sei início e o final da obra, também pensei nos protagonistas, algumas vezes, quando sento para anotar coisas sobre os personagens no caderno para utilizar depois me sinto idiota. | |
6 de agosto de 2013
4 x 7 Coisas que aprendi - e a 4ª Conferência de Cultura do Distrito Federal !
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Para quem está chegando agora, "7 Coisas que Aprendi" é uma iniciativa conjunta* dos blogs Escriba Encapuzado, de T.K. Pereira, e Vida de Escritor, de Alexandre Lobão.
Para os post desta série nós convidamos escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, se você está lendo isso está automaticamente convidado para enviar sua contribuição para a série !
Leia outros artigos desta série no Vida de Escritor e no Escriba Encapuzado.
E de sua parte, o que aprendeu como escritor? Entre em contato e compartilhe suas experiências!
gora, um anúncio super-importante para quem é escritor ou está envolvido com a área em Brasília: A Secretaria de Cultura do DF conduzirá eleições para eleger representantes de 15 colegiados de diferentes áreas culturais para representarem suas classes artísticas na 4ª Conferência de Cultura do Distrito Federal e a 3ª Conferência Nacional de Cultura. Serão eleitos, pelas próprias categorias, representantes das áreas de: Dança, Design, Teatro, Cultura Popular, Circo, Cultura Afro Brasileira, Arte E Tecnologia, Arte Urbana, Artes Visuais, Livro e Leitura, Música, Audiovisual, Artesanato, Patrimônio e Moda.Fácil, certo? Infelizmente NÃO! Na última reunião, que ocorreu antes de ontem na Biblioteca Nacional, só havia 3 representantes da área de “Livro e Leitura”. Estes colegiados são importantes pois os representantes estarão em contato direto com o secretário de cultura e serão encarregados de traçar as diretrizes na conferencia do dia 16 de agosto de 2013. Lembro que esta é uma oportunidade por exemplo, de apoiar a revisão das regras do FAC – de que todos reclamam, mas que até agora não havia como termos voz ativa para mudá-las. Informações importantes: |
1 de agosto de 2013
Vale a pena ser escritor?
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az algum tempo que deixei de realizar leituras críticas, pelo menos oficialmente, recebendo por isso. Ultimamente o que consigo fazer com o pouco tempo de que disponho é ler trechos de algumas obras e trocar umas ideias com o autor, por telefone mesmo, para economizar o tempo que eu levaria para escrever tudo o que tenho a dizer de cada obra. Esta abordagem resolve um dos grandes problemas da leitura crítica: o grande tempo despendido para produzir um laudo profissional sobre o trabalho de um outro autor. Normalmente, além do tempo de ler e rabiscar todo o original que estou avaliando, que já não é pouco, gasto pelo menos uma semana escrevendo o laudo, dando exemplos de questões a serem resolvidas dentro da obra, explicando problemas e buscando sempre que possível dar alguma ideia de como podem ser resolvidos. E no pique que estou de preparar cursos, revisar meus originais, trabalhar para vendê-los a editoras e ainda me arvorando a aceitar pequenos trabalhos para produzir roteiros de quadrinhos e obras audiovisuais, infelizmente não tenho como dispor de tempo para produzir relatórios com este grau de profundidade. | |
| O outro problema que me levou a abandonar as leituras críticas oficiais, e que não há como resolver, é que por vezes os originais são gratas surpresas, mas em outras os problemas estão tão entranhados na obra que o único conselho verdadeiramente sensato seria "jogue tudo fora e comece de novo". Neste ponto eu me sinto como um agente literário ou um editor, ou pelo menos como um que se importe com os sentimentos do autor. Como equilibrar os conselhos sensatos e necessários com a necessária dose de otimismo, de forma a não desanimar totalmente o autor iniciante? Com raras exceções, todo escritor acredita que seu trabalho é uma obra prima, revolucionária e admirável ou pelo menos que tem algo de original que irá saltar aos olhos de um editor ou agente literário e imediatamente convencê-lo de que merece ser publicado. | “Uma vida bem vivida demanda que cada um pergunte a si mesmo: vale a pena? As dores de cabeça valem pela superação; a desolação é compensada pelas conquistas, a angústia é equilibrada pelo júbilo? E quem sabe? Talvez os momentos de desespero amargo sejam aqueles que, no futuro, serão nossas memórias mais caras“ Umair Haque, Autor, economista e consultor da universidade de Londres. |
Infelizmente esta crença raramente se reflete na qualidade da obra. A maioria dos originais que chegou às minhas mãos não precisava apenas de poucos ajustes, mas sim de uma remodelagem completa, com mudanças na trama e nos personagens que seriam complexas ou mesmo impossíveis de se fazer. | |
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