12 de janeiro de 2016

7 Coisas que aprendi, com Raimundo Rodrigues

"7 Coisas que aprendi" é uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, onde T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores e outros profissionais do mercado livreiro e literário para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. 

Sempre é bom lembrar que em maio deste ano lançamos um e-book com 61 contribuições de escritores e profissionais do mercado.  E estamos agora juntando contribuições para a próxima edição!  Então, se você é escritor iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, se é editor, capista, ilustrador, revisor, agente literário ou mesmo um leitor ávido com algo para compartilhar, não perca tempo e envie sua contribuição para esta série de artigos!

Como falei anteriormente, devido a motivos parrticulares esta série aqui no Vida de Escritor está um pouco devagar. Felizmente, o amigo T.K. não deixa a bola cair, e nos últimos dois meses publicou três novas contribuições, com os escritores Rafael Schultz, Maurem Kayna e Irka Barrios.

Esta semana o Vida de Escritor traz a contribuição de Raimundo Rodrigues, escritor de "Um Presente para Jesus" e "Amigos para Sempre".
  1. Leia vários livros e faça workshops para conhecer técnicas e teorias. Isso tudo, em harmonia com a sua criatividade, despertará o escritor que há em você.
  2. Aceite as regras, pois elas são suas aliadas na construção de uma linguagem universal.
  3. Na caminhada vá descobrindo, principalmente, o seu jeito escritor de SER.
  4. Não deixe que as adversidades diárias roubem o seu melhor - talvez elas possam contribuir para sua obra.
  5. Lembre-se: Todos temos uma história para contar. Quem sabe ser a sua história cria uma Luz que vai iluminar o caminho dos leitores.
  6. Escreva. Escreva uma linha. Escreva um parágrafo. Escreva um texto. Escreva uma história, contudo escreva algo que valha a pena alguém ler. Ainda que este alguém seja você.
  7. Desistir jamais. Editoras são caminhos. Persistir sempre. E vai chegar um momento em que sua obra vai encontrar o caminho certo para ser publicada. E quando isso acontecer: Agradeça, celebre e comece a escrever o próximo livro.
 Sobre o autor:
Raimundo Rodrigues é empregado público. Autor de "Um presente para Jesus", um livro baseado em fatos reais. A obra retrata a vida de um empresário que tinha muitos Conhecimentos, Habilidades e Atitudes, mas que não foram suficientes para fazer dele um homem de sucesso, levando-o a passar por uma série de acontecimentos o fazem refletir sobre o verdadeiro valor da vida. Disponível na Livraria Saraiva, no Site da livraria Folha São Paulo e pela Editora Kiron; e do livro "Amigos para Sempre", pela Editora Amazon.

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

Veja a opinião de outros autores no  Vida de Escritor e no Escriba Encapuzado.
Até o post que vem - e enquanto isso pensem em SUAS 7 coisas e enviem suas contribuições

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30 de dezembro de 2015

Afinal, o que são e como funcionam as Oficinas de Escrita Criativa? - Parte 3

F
echando o ano e a série de posts sobre oficinas literárias, seguimos com as respostas às perguntas do trabalho de Yan Patrick Brandemburg Siqueira , mestrando do curso de Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que está produzindo uma tese sobre oficinas literárias de escrita criativa.
Só lembrando do que se trata: Como parte de seu trabalho o Yan Patrick está conduzindo entrevistas com diversos
escritores que promovem oficinas de escrita criativa pelo Brasil, e tive a honra
de ser um dos entrevistados.

Leia aqui o primeiro e o segundo post.
Nunca acredite em um professor que tente lhe ensinar 'a única' ou 'a melhor' forma de escrever. Não existe tal coisa!
Yan Patrick: De modo geral, qual o perfil dos alunos interessados na oficina? É possível traçar algum parâmetro?
Alexandre Lobão, pelo Vida de Escritor: Não há um perfil geral. Há normalmente mais mulheres que homens; mais pessoas a partir de 50 anos; menos pessoas com menos de 20 anos. Geralmente há dois ou três roteiristas por turma. Mas tudo isso varia muito: já tive uma turma com um terço de participantes com 18 anos ou menos. Já tive alunos de 13 anos

17 de dezembro de 2015

Afinal, o que são e como funcionam as Oficinas de Escrita Criativa? - Parte 2

C
ontinuando a série de posts sobre oficinas literárias, seguimos com as respostas às perguntas do trabalho de Yan Patrick Brandemburg Siqueira , mestrando do curso de Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que está produzindo uma tese sobre oficinas literárias de escrita criativa.
Só lembrando do que se trata: Como parte de seu trabalho o Yan Patrick está conduzindo entrevistas com diversos
escritores que promovem oficinas de escrita criativa pelo Brasil, e tive a honra
de ser um dos entrevistados.
Este é o segundo post de uma série de três, com as questões levantadas na entrevista que, acredito,  podem ajudar a quem quer entender melhor este mundo.
Leia aqui o primeiro post.
Todo autor precisa montar sua 'caixa de ferramentas' particular, adequada ao seu modo de escrever. E para tanto, precisa conhecer as ferramentas disponíveis.

4 de dezembro de 2015

Afinal, o que são e como funcionam as Oficinas de Escrita Criativa? - Parte 1


R
ecentemente fui procurado por Yan Patrick Brandemburg Siqueira , mestrando do curso de Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que está produzindo uma tese sobre oficinas literárias de escrita criativa.
Antes de mais nada, desejo muito sucesso ao Yan e espero que sua tese se transforme em um livro, que já estou na fila para adquirir!  ;)
Como parte de seu trabalho, Yan Patrick está conduzindo entrevistas com diversos
escritores que promovem oficinas de escrita criativa pelo Brasil, e tive a honra
de ser um dos entrevistados.
Com a devida autorização, inicio com este post uma série com as diversas perguntas e respostas da entrevista, que pode ajudar a todos os que querem entender melhor este mundo.
Uma oficina (seja de carros ou de textos) só é útil se prover ferramentas realmente úteis para o trabalhador. Sem isso, nada se cria, nada se conserta
Yan Patrick: Como entrou em contato com a Escrita Criativa / Oficinas Literárias / Workshop de ficção? Há diferença entre esses conceitos para você?
Alexandre Lobão, pelo Vida de Escritor: Os termos são utilizados indistintamente no Brasil, muitas vezes para descrever eventos bastante distintos. O termo “Oficina de Escrita Criativa” é o mais extensivamente utilizado, e entrei em contato com ele há pouco menos de uma década atrás, através das “oficinas” apresentadas por Sonia Beloto e James McSill. Antes disso, até mesmo a literatura sobre o tema era escassa no Brasil.
Se coubesse a mim definir, eu definiria estes termos como:
• Oficina de Escrita Criativa: Oficina (apresentação e exercícios) com foco em desenvolver a criatividade de escritores e roteiristas.
• Oficinas Literárias: Oficinas com foco no estudo de grandes obras da literatura e na beleza estética de autores consagrados.
• Workshop de Escrita de Ficção: Oficina com foco em apresentar ferramentas de trabalho que ajudam escritores a produzirem obras de ficção.

YP: Na apresentação de sua oficina (disponível em seu site), você cita que utiliza autores como J. K. Rowling e Dan Brown, escritores pouco “abordados” em outras oficinas pelo país, com o propósito de identificar técnicas da “arte de contar histórias”. Gostaria que comentasse mais sobre isso, já que, de fato, outras oficinas parecem mais preocupadas com a “estética” do texto.
AL: Há toda uma linha de estudos de ferramentas de produção de textos que vão muito além da estética do texto. Embora tais ferramentas tenham sido objeto de estudo nos Estados Unidos e Inglaterra desde a década de 50, infelizmente no Brasil elas são pouco conhecidas e divulgadas. O resultado disso é uma grande diferença de “qualidade” (sentida instintivamente pelos leitores) em livros de autores daqueles países, o que resulta em termos, por exemplo, 10 milhões de livros vendidos em um best-seller de Dan Brown no Brasil, contra os 20.000 exemplares vendidos para que a CBL considere um livro como best-seller. Cabe um livro inteiro sobre a tal “qualidade”, entre aspas, e não é o caso de estender o assunto aqui, mas vale dizer que falo aqui apenas do lado técnico da escrita: coesão, coerência, ritmo, desenvolvimento da trama, etc.

YP: Qual seria o objetivo maior de uma Oficina Literária?
AL: Para mim, toda Oficina Literária deveria ensinar ferramentas objetivas que um escritor possa usar em seu trabalho. Se faço uma oficina de pintura, por exemplo, saio efetivamente sabendo pintar um pouco mais, não só conhecendo mais teorias sobre o assunto. Uma oficina que só se discuta literatura não é “oficina”, é um ciclo de debates ou algo semelhante.
Além disso, ele apresenta uma conclusão com os principais aspectos acima que chamaram sua atenção, dando sua opinião sobre o que falta – caso falte algo – ao original para que fique “pronto para ser entregue” a uma editora.
 
Saindo um pouco da entrevista, gostaria de adiantar que estou planejando a sétima edição do Workshop de Escrita de Ficção para depois do Carnaval, quem se interessar pode deixar suas informações de contato e data sugerida como comentário, que entro em contato em particular - e não aprovo o comentário para não expor as informações, é claro!

E você, já participou de alguma oficina de escrita criativa? O que achou? Comente e compartilhe!

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