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2 de junho de 2010

Promoção! Sorteio de Livros e Camiseta - e Dicas sobre Escrita de Diálogos

Amigos que me acompanham no twitter (http://twitter.com/AlexandreLobao) e aqui no blog! Para demonstrar meu agradecimento pelo apoio e participação de vocês, vou realizar dois sorteios, a serem realizados no dia 18/06 :
  • Dentre os que me seguirem no twitter e RT ("retwitarem") a mensagem abaixo, vou sortear um exemplar de "O Nome da Águia" (http://www.onomedaaguia.com)./
#PROMOÇÃO 2 #Sorteios 18/06: #Livro http://bit.ly/NomeAguia, RT e siga @AlexandreLobao; Livro e camiseta detalhes em http://bit.ly/BlogLobao
  • Dentre os que assistirem ao trailer de 60 segundos do livro "O Nome da Águia" em http://www.onomedaaguia.com/, e comentarem este post com a resposta à pergunta; "Como são chamados os inimigos dos Khedoshim?", será sorteado um de meus livros e uma camiseta, à escolha do vencedor. Livros: "XNA 3.0 game programming", "O Nome da Águia" ou "A Caixa de Pandora"; Camisetas: branca, com capa alternativa de "O Nome da Águia", branca com capa de "A Caixa de Pandora" ou verde com a capa de "O Nome da Águia". Obviamente, não aprovarei os comentários com as respostas para não "entregar o jogo"!
Detalhe: os prêmios serão enviados apenas para endereços no Brasil. Divulguem e participem!

Voltando agora, finalmente, às dicas para escritores, vou postar aqui o excelente comentário do colega escritor Gleison / Kractus, em resposta ao meu post sobre diálogos, inserindo comentários meus em itálico. Obrigado, Kractus! Nunca é demais destacar que a resposta para todas as perguntas colocadas abaixo é simples: Você decide! Não existe exatamente “certo” e “errado” em relação a como escrever diálogos, mas de qualquer forma vamos tecer algumas considerações...

Alexandre, existem também diferentes formatações ou sintaxes?
R: Sim, com certeza. Selecione 10 livros quaisquer em uma biblioteca, e provavelmente você verá pelo menos 5 formas diferentes de representar um diálogo.

4 de janeiro de 2010

O Sucesso ainda é uma questão de escrever boas histórias...

A
ntes de mais nada, Feliz Ano Novo para todos! Já escreveram suas metas para este ano?
As minhas incluem divulgar melhor meus livros, inclusive um sobre criação de jogos de computador (que sai no final de janeiro), escrever artigos para revistas literárias e culturais (como a Bravo!, Piauí, Nós, Discutindo Literatura, o jornal Rascunho, Entre Livros, Língua Portuguesa e outras), manter e divulgar mais este blog (é claro), com postagens a cada 15 dias; e terminar e conseguir editoras para os dois livros que comecei a escrever ano passado, além de participar de algumas feiras literárias de que tradicionalmente participo.
Para atingir estas metas, estou preparando uma agenda com as metas a realizar a cada mês, para poder focar as energias em objetivos de curto prazo, sem perder de vista os objetivos de longo prazo. Sugiro que vocês façam o mesmo. Lembrem-se que a persistência é tudo (uma página por dia leva a 365 páginas ao fim do ano); e que para escrever bem é necessário, antes de tudo, treinar! Então, o que estão esperando? Eu estou em dia com minhas páginas!

Mas não é sobre isso que eu queria falar. Comentei em postagens anteriores que o mercado livreiro é justamente isto: um mercado. Em outras palavras, o escritor precisa se preparar para encarar sua obra de arte como um produto, que só será atrativo para as editoras se tiver um potencial real de venda ou, em outras palavras, um público-alvo bem definido e de tamanho significativo.
Para poder enfrentar com sucesso o desafio de conseguir uma editora e, mais que isso, chegar aos leitores, o escritor precisa muitas vezes se desdobrar para conhecer o mercado, o esquema de distribuição, as livrarias, e muito mais.

E se o mercado nacional é assim, imaginem como é o mercado americano, que é ainda mais competitivo, mais voltado para números; um mercado onde um pequeno escorregão pode colocar uma carreira ascendente por terra. Qual não foi minha surpresa, então, ao ler um texto (dentre os materiais de estudo que comprei quando fui a Los Angeles) de um dos maiores agentes literários dos Estados Unidos, onde por diversas páginas ele disse e reforçou que o sucesso para qualquer escritor “ainda é uma questão de escrever boas histórias”.
Falando com propriedade, ele reconheceu os desafios e dificuldades de novos autores, e as barreiras que o próprio mercado erige por conta do excesso de profissionalização e enrijecimento dos processos de trabalho em editoras e agentes.
Mas ele reconhece, neste texto, que o editor e o agente literário, com raras exceções, são pessoas que entraram para o mercado livreiro justamente por causa de sua paixão por livros; e que estas pessoas, ao se depararem com um bom texto, farão de tudo para conseguirem publicá-lo.
Corroborando estas declarações, li diversos depoimentos de outros agentes literários que dizem se sentir como crianças à procura de tesouros escondidos quando iniciam a leitura de cada original, e que este sentimento de busca pelos textos de qualidade é o que os motiva a continuarem na profissão.
A meu ver, o autor precisa, sim, saber mais do que “só” escrever boas histórias para conseguir um espaço ao sol. Mas estes conhecimentos a mais são adquiridos com a experiência, com o passar dos anos e o contato com outros profissionais da área.

Então, agora sim, segue minha sugestão para o ano que inicia: Continuem escrevendo, não desanimem, e procure sempre que possível o contato com outros profissionais do mercado do livro!

 “Podem me chamar de sonhador, mas eu não sou o único” (John Lennon): Se você tem boas idéias, não está fechado para aprender, e tem persistência para continuar em frente, o sucesso é apenas uma questão de tempo.

16 de dezembro de 2009

Dicas para começar a escrever - e continuar escrevendo!

Como última postagem do ano, vou publicar algumas questões levantadas pelo colega Rafael Morgan (http://www.rafaelmorgan.com/) e, a seguir, as minhas respostas. Acredito que serão úteis para diversas pessoas. Estou saindo de férias, em janeiro volto com novidades! Abraços e obrigado a todos os que me acompanham!
Sempre tive minha criatividade, que carrego comigo desde criança, focada nas artes plásticas e visuais, no entanto, nesses últimos dias, senti um desejo tremendo de escrever. Comecei a esboçar alguns parágrafos, os quais pensava que acabariam por fundir-se em um conto. Me enganei. A minha idéia central, ou como você mesmo disse, o cerne da trama, foi crescendo de forma incontrolável, até o ponto em que eu acordei, no meio da noite, com uma trama longa e complexa, com começo, meio e fim. Acredito ser uma ótima história que pode, eventualmente, se tornar um bom livro. O enredo é, de certa forma, um pouco auto-biográfico mas estou tentando me desapegar dessa idéia, tanto para conseguir criar um personagem mais livre, quanto para que o desenvolvimento do livro seja mais leve e não embrenhe muito em meus medos, anseios e conflitos pessoais. Bom, se me permite, gostaria de fazer algumas algumas perguntas, já que, pela própria existência do seu blog, acredito que se sente motivado a ajudar novos escritores. Sempre que escrevo um novo capítulo ( estou no terceiro, quase no quarto) volto nos capítulos anteriores e modifico algumas ( ou muitas) coisas, com o objetivo de criar uma obra mais concisa. Isso, de algum modo, é um processo um tanto quanto desgastante. Esse tipo de atitude é comum entre os escritores ou apenas reflete minha falta de experiência na área? De qualquer forma, como sou muito perfeccionista, tentarei "polir" essa obra ao máximo. Existe alguma técnica específica que possa ajudar a evitar esse tipo de vai e vem? Às vezes, também sinto que falta alguma cola, liga entre os parágrafos? Existem expressões ou técnicas que ajudem a criar uma fluidez maior e, consequentemente, um andamento mais suave? Se conhecer algum livro que possa me ajudar, que cubra algumas dessas técnicas e que possa me auxiliar tecnicamente na construção dessa trama, poderia me indicar?
1) É normal voltar e reescrever, não se preocupe. À medida em que a trama for evoluindo, provavelmente você vai ter menos modificações estruturais, ficando apenas ajustes, digamos, "cosméticos". É bom ser perfeccionista, ou pelo menos é o que eu acredito, até porque também sou assim. Só cuidado para que isso não o canse e acabe desanimando. 2) Quanto à técnica, não existe uma forma única de escrever, mas quando estou escrevendo um livro onde a trama é sofisticada, o que ajuda é escrever apenas um ou dois parágrafos por capítulo, com a idéia central do capítulo, organizando com isso o "esqueleto" da trama. Com isso, ao fim deste trabalho você terá uma visão bem melhor do livro, diminuindo a reescrita quando for escrever os capítulos. Obviamente, estes poucos parágrafos por capítulo serão jogados fora depois, mas isso ajuda o livro a ser mais coeso desde o princípio, e dá um certo ânimo porque "vemos a coisa evoluir", se é que você me entende. 3) Quanto à "liga entre os parágrafos", isso já é mais difícil. O ideal é fazer o chamado "close reading" em textos de outros autores. Leia o livro "Para ler como um escritor", de Francine Prose, que você vai ver diversas dicas de como fazer isso. 4) Quanto à estrutura da trama, sugiro ler o "Você já pensou em escrever um livro?", da Sônia Belloto. Ela fala bastante bem desta questão. E espero terminar, daqui até o fim do ano, o "Como Escrever um Romance pronto para o Sucesso" (título provisório), que vai abordar estas e outras questões. :)

21 de setembro de 2009

Como escrever diálogos

Acredito que uma das coisas mais difíceis para o autor iniciante é escrever bons diálogos. Na verdade, confesso que recentemente li alguns autores já reconhecidos que tem problemas com isso. Portanto, esqueçamos o "iniciante" na frase anterior. Há diversos "crimes" que podem ser cometidos contra um bom diálogo. Assim, de cabeça, vou tentar lembrar de alguns que realmente me incomodam quando estou lendo um livro:

  • Lecturing: Perdoem o estrangeirismo, mas é que a palavra mais próxima em português para isso seria "lecionar", e ela não representa bem o sentido original, quando falando de diálogos, que é algo mais perto de "apresentar palestra" ou, quem sabe, "panfletar". Fico bastante incomodado quando um personagem fica apresentando explicações que não se enquadram no texto! Se você sente necessidade de colocar um personagem explicando alguma coisa (seja a resolução de um mistério, um dado técnico de alguma coisa ou uma lição de moral), tome cuidado: há uma grande chance de seu texto estar com algum furo, pois de forma ideal o leitor entende um livro sem necessidade de palestras! Por vezes, uma ou outra explicação pode ser necessária, mas cuidado, evite colocar um personagem perguntando mil coisas para o outro, que vai explicando, explicando, por páginas a fio, apenas interrompido pelo indagador, que volta e meia faz alguma pergunta para permitir que a explicação continue. Além de quebrar o ritmo da narrativa, esta abordagem passa a impressão de que o personagem que pergunta é um tolo ou um chato...
  • Monólogos a dois: Nada é pior que um diálogo onde todos os personagens tem a mesma “voz”! Defina bem o background de seus personagens, tenha sempre em mente quem cada um deles é, seu passado, sua forma de agir. Há duas formas para estes monólogos: Quanto ao conteúdo, quando um personagem fala uma coisa, e o seguinte continua a idéia, e assim por diante, mostrando uma homogeneidade muito grande de idéia; e quanto à forma, onde todos os personagens “soam” iguais, mesmo com idéias diferentes. Uma criança usa palavras diferentes que um idoso, e pessoas do Nordeste vão usar termos diferentes de um sulista, atenção para estes detalhes!
  • Clichês, jargões e outros bichos: Cuidado ao escrever os diálogos! Evite colocar seus vícios de linguagem, ou pior, de escrita, na boca dos personagens. Advogados, médicos e analistas de informática são célebres por utilizarem uma “linguagem própria” no seu dia a dia; e isso não se restringe a estas profissões. Lembre-se: um personagem só deve utilizar jargões e clichês ou um vocabulário pouco usual em um diálogo se isto fizer sentido na história!
  • Ninguém é um só: Uma última dica: ninguém é um só! Uma pessoa gozadora tem seus momentos de tristeza e seriedade, e mesmo uma pessoa com depressão patológica se permite alguns momentos de felicidade e esperança. Não transforme seus personagens em estereótipos – exceto, talvez, se você desejar dar-lhes um efeito cômico!


Para fechar: Sábado passado estive com os autores da “Casa de Autores” em Unaí, MG, apresentando a palestra “Formando os escritores de amanhã”, sobre como formar leitores, formando escritores. Sábado que vem, estarei com a “Casa de Autores” falando com leitores em um evento no Shopping de Valparaíso, GO. Como já falei antes, “o gado só engorda sob o olhar do dono”.

Mais sobre isso em futuros posts!

28 de julho de 2009

Rodrigo Capella prepara lançamento virtual

Amigos! Hoje farei uma pequena pausa para divulgar o trabalho de Rodrigo Capella, escritor e incentivador da arte da escrita. O Rodrigo tem uma comunidade no Orkut com dicas para autores, e um de seus próximos lançamentos é justamente uma coletânea de dicas sobre o mercado editorial. Fiquem de olho no o lançamento (virtual)! Data e hora: 04 de agosto, das 18h30 às 20h00 Local: http://www.ustream.tv/clubedeautores! Forte Abraço, segue o convite oficial do Rodrigo!
O escritor e poeta Rodrigo Capella, 28 anos e autor de seis livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer, prepara o lançamento virtual de mais três obras inéditas, publicadas pelo Clube de Autores. São elas: “@ntologia online” (reúne textos dos escritores que participam da comunidade do Orkut “Dicas para publicar um livro”, criada por Capella); “Loucuras de um escritor” (traz textos sobre a viagem do escritor a Europa); e “Dicas para escrever, publicar e vender um livro” (com cinquenta orientações para quem quer entrar no mercado editorial). O lançamento virtual será no dia 04 de agosto, das 18h30 às 20h00, com chat, power point e vídeo, no endereço
http://www.ustream.tv/clubedeautores

29 de junho de 2009

Frequência, rotina e disposição

Depois de passar tanto tempo sem atualizar o Blog, o assunto só poderia ser este: Frequência, rotina e disposição. Um dos maiores inimigos de um escritor, a meu ver, é a preguiça. É o "amanhã eu faço". Muitos amigos meus me perguntam como consigo levar a rotina que levo e ainda conseguir um tempo para escrever.Minha resposta é sempre a mesma: O segredo está todo na frequência com que se escreve. Escreva uma página por dia, e ao fim do ano você terá 365 páginas escritas - isso se o ano não for bissexto! A matemática é simples; se escrever meia página, são ainda 182,5 páginas, um livro por ano. Agora, quando você escreve uma página hoje; outra daqui a uma semana, vai ter que contentar com 52 páginas no final do ano. Estabeleça uma rotina, aproveitando pequenos espaços em sua agenda. Eu acordo cedo todo dia, e antes do trabalho sempre sobra uma hora, às vezes meia, para adiantar um pouco mais meu próximo livro. Se não consigo escrever de manhã, durmo meia hora mais tarde, e o problema da falta de tempo está resolvido. Uma coisa que ajuda muito é escrever mentalmente, especialmente se você vive em uma cidade que tem muito trânsito. Ao invés de ficar escutando noticiários com as mesmas notícias do dia, ou ouvindo as 10 músicas da moda, que as rádios tocam à exaustão, pense como se estivesse escrevendo. Elabore o texto, vá descobrindo falhas, formas melhores de dizer as coisas, vá elaborando a história. Não precisa se incomodar em gravar sua voz ou escrever algo; mais tarde, quando você sentar para escrever, as melhores idéias retornaram, e com certeza as piores serão substituídas por algo que seu inconsciente elaborou no processo de esperar o momento de escrever. Esta rotina de "escrever mentalmente" ajuda em muito a resolver o último problema: a falta de disposição para escrever. Quando estamos sintonizados com um livro, com as idéias circulando na mente, pedindo para serem escritas, sempre conseguimos um espaço em nossa agenda! Um notebook, obviamente, ajuda muito nisso, pois permite que possamos escrever em qualquer lugar. Creio que já mencionei isso anteriormente, mas Isaac Asimov, um dos mais prolíficos escritores de Ficcção Científica, começou a escrever quando trabalhava na pequena loja do pai, anotando suas histórias no espaço que sobrava entre atender um cliente e outro. Siga este exemplo e revise sua agenda, você irá se surpreender com a quantidade de tempo que é possível dedicar à Nobre Arte! Ou vai dizer que aqueles 15 minutinhos que você retorna mais cedo ao trabalho, depois do almoço, são melhor gastos fazendo seu chefe um pouco mais rico? ;)

28 de maio de 2009

13 dicas para quem quer - de verdade - ser escritor

Aos amigos que acompanham o Blog, seguem minhas desculpas pela demora deste post. Minha expectativa atual é atualizar o blog duas vezes por mês, até porque estou na correria de acompanhar meus livros já lançados enquanto escrevo o próximo, que tem o título provisório de "As incríveis memórias de Samael Duncan". Mais sobre isso um outro dia... Para hoje, pensei em listar, de maneira solta, algumas "boas práticas" para quem quer ser escritor.
1. Leia, sempre e muito. Já ouvi alguns escritores famosos dizendo que quanto mais escreviam e se tornavam conhecidos, menos liam, por falta de tempo. Espere, portanto, ser rico e famoso para parar de ler - antes disso, você precisa de conteúdo!
2. Escreva todo dia, nem que seja meia página. Meia página por dia significa, ao final do ano, cento e oitenta e três páginas - pense nisso!
3. Não tenha medo de jogar fora o que você escreveu. Só guarde o que você realmente gostou! Lembre-se que você será avaliado sempre pela qualidade do que escreveu, e não pela quantidade!
4. Releia o que você escreveu, rabisque e escreva de novo. Eu tinha um certo preconceito quanto ler meus escritos depois de terminados, mas depois descobri que raramente o que escrevemos fica bom na primeira tentativa!
5. Quando tiver uma boa idéia, escreva desordenamente, o que vier à mente, em frases soltas. O que importa é não perder a idéia.
6. Aprenda a ser interrompido e continuar seu trabalho depois. Isaac Asimov, o mais prolífico dos escritores de Ficção Científica, começou sua carreira enquanto ajudava o pai no balcão de sua loja; sendo interrompido a cada cliente. Ele dizia ser capaz de parar uma frase no meio de uma palavra, e depois retornar exatamente ao mesmo ponto.
7. Deixe um pequeno bloco ao lado da cama, e anote seus sonhos imediatamente após acordar. Tenha certeza que você os esquecerá cinco minutos depois - assim funciona nosso cérebro -; e os sonhos são uma fonte riquíssima de idéias!
8. Leve este bloquinho com você, e anote as idéias quando aparecerem.
9. Organize seus pensamentos e anotações em listas ou mapas mentais (se não sabe o que é isso, procure na internet...). Esta é a forma mais prática de transformar pensamentos soltos em histórias coesas.
10. Escreva com a mente. Sempre que possível, imagine as continuações possíveis daquela história que você está escrevendo; pode ter certeza que isso ajudará muito na hora de efetivamente colocar as idéias no papel.
11. Interaja com outros escritores, pintores, artistas de teatro, pessoas criativas em geral. Criatividade é uma arte que se aprende, e que cresce em contato com outras criatividades!
12. Faça uma lista do que você acha importante para ajudar em sua carreira de escritor, priorize e pendure em sua mesa de trabalho. Trabalhe mentalmente e oriente seus esforços em direção aos pontos de sua lista.
13. Divulgue sua lista em nosso blog! :)
Forte Abraço, espero seus comentários e sugestões!

12 de maio de 2009

Pós-Publicação, ou "O gado só engorda sob o olhar do dono"

Uma das maiores dificuldades para o escritor, após conseguir uma editora que publique seu original, é a distribuição dos livros e a venda do que foi distribuído. "Mas isso é preocupação da editora", certo? Errado! Se você publicou por uma pequena editora, pode ter certeza que será distribuído, com sorte, apenas às pequenas livrarias, e apenas em sua cidade. Neste caso, a atuação do escritor é fundamental! Apenas para citar alguns exemplos, conheço três escritores que publicam apenas localmente (em Brasília) e que vivem de suas obras - justamente porque sabem que este esforço de divulgação é necessário. Dois deles vendem seus livros em bares, restaurantes e eventos culturais da cidade; sendo que um destes já montou uma livraria apenas com o rendimento de suas obras! O terceiro circula dioturnamente pelas livrarias da cidade, negociando consignações e apresentando seu livro para gerentes, vendedores e leitores que porventura estejam na loja no momento... Parece um esforço que tem pouco a ver com o perfil de escritor, e há muitos escritores que não gostam de, ou não têm perfil para, atuar como "vendedores". Mas há outras formas de divulgar seu trabalho! Se você conseguiu publicar por uma editora de médio ou grande porte, seu livro chegará às livrarias de duas formas: Ou através de uma distribuidora, ou diretamente pelos canais de distribuição das grandes livrarias. De qualquer forma, sua presença ainda é necessária. As grandes redes de livrarias e os distribuidores dão destaque aos livros que estão vendendo mais e, especialmente, aos livros que estão na grande mídia. Qualquer importância que sua editora tenha dado ao livro se perde no meio do caminho, pois raramente qualquer material promocional chega às livrarias.E é neste ponto que o autor deve atuar: tornar as livrarias cientes de seu livro existe. Os caminhos para isso são muitos, e passam por:
  • sensibilizar a livraria: lançamentos e tardes de autógrafos, palestras em eventos organizados pela livraria.
  • sensibilizar a mídia: escrever artigos para jornais ou revistas, buscar espaço em programas dedicados à literatura na TV e rádio, etc
  • entrar em contato com seu público leitor: postar comentários no twitter, dar palestras em escolas e cursos superiores, criar vídeos no YouTube, participar de eventos literários, criar um site para entrar em contato com leitores, participar de grupos de leitura, reais ou virtuais, escrever um blog...

Formas de divulgar seu trabalho há muitas, e todas são válidas. Enviem seus comentários - aceito sugestões!

27 de abril de 2009

Pausa cômica - você tem perfil para ser um escritor?

Que no Brasil todo artista precisa ter um ego gigantesco, todos sabemos. Afinal, precisamos ser extremamente "confiantes" (para dizer o mínimo) para continuarmos animados a continuar com nossa arte. Para ajudar aqueles que ainda não se decidiram se irão se aventurar na carreira de escritor, fiz um pequeno teste, baseado em idéias tiradas, de lembrança, de um antigo número da revista americana "Writer's Digest". Vamos a ele: 1. Em uma festa, alguém por acaso menciona um fato curioso sobre algum momento histórico - por exemplo, a Inconfidência Mineira. Você: a) Muda de assunto, soltando algum comentário sobre futebol. (-1 ponto) b) Faz uma anotação mental sobre o fato, para o caso de algum dia escrever sobre isso (1 ponto) c) Anota o fato em um bloquinho que traz sempre à mão, usado para guardar idéias para futuro uso (2 pontos) d) Além de anotar, você entra na conversa e conta detalhes sobre a vida de Tiradentes ou de Tomás Antônio de Gonzaga, chegando a citar trechos de "Marília de Dirceu", até que todos fiquem te olhando estranhamente ou saiam de perto, de fininho (5 pontos) 2. Você vai a um cinema e se identifica com o protagonista do filme. Este protagonista é: a) Um ex-policial ou soldado que derrota, sozinho, centenas de terroristas (-1 ponto) b) Um advogado ou detetive que decifra enigmas de maneira inteligente (1 ponto) c) um escritor ou contador de histórias (2 pontos) d) Um profeta iluminado por Deus (5 pontos) 3. Ainda no cinema: Você vê um filme com recursos narrativos ou roteiros que chamam a atenção, como Amnésia, Magnólia ou Peixe Grande. Você: a) Não entende nada, e dorme, ou sai reclamando (-1 ponto) b) Gosta da história e sai comentando sobre os recursos narrativos (1 ponto) c) Gosta da história, sai comentando sobre os recursos narrativos e possibilidades de narração de histórias em diferentes mídias, como o cinema, quadrinhos e literatura (2 pontos) d) Sai quieto, imaginando como seria transpor e ampliar os recursos narrativos que viu para um livro (5 pontos) 4. Apesar de saber que menos de 1% das centenas de livros que chegam à uma grande editora no Brasil todo mês são efetivamente lidos, e que destes 1%, apenas 2 ou 3 chegam efetivamente a ser editados; e que dos livros que chegam a ser editados menos de 0,01% chegam a ser best-sellers, ainda assim você acredita que seu próximolivro será um best-seller... a) SIM (5 pontos) b) NÃO (Retorne ao seu emprego anterior - você não tem ego suficiente para ser um escritor!) Resultado: Menos de 8 pontos: Volte e releia, você deve ter se enganado na leitura, ou está no blog errado! 8 a 10 pontos: Você vai bem, mas leia e filosofe mais se quiser chegar lá! 11 ou mais pontos: Muito bem, você está no caminho certo! Só precisa parar de perder tempo fazendo este tipo de testes, e começar a escrever de verdade! Idéias para outras questões em nosso teste? Comentem! :)

13 de abril de 2009

Escrevendo seu primeiro romance

Um romance não é um conto comprido! Joaquim Nabuco disse, certa vez, que o “Romance é a imaginação abrangendo e modelando a vida”. Já M. Paulo Nunes falou que “A função do romance é ser a expressão maior e diríamos homérica, ou seja, épica, da vida contemporânea” Indepenente de sua definição, o romance é a sua oportunidade para explorar melhor personagens, locais, tramas, tempo, formas narrativas, e tudo aquilo que não pode ser explorado em um conto, que em sua essência é uma narrativa de tamanho mínimo e impacto máximo. Vários autores com quem conversei começam a escrever seus romances da mesma forma como escrevem contos: sabem como a história começa, tem um idéia, mais ou menos precisa, de onde ela levará e qual o fio condutor de cada trama e personagem, e simplesmente saem escrevendo, da primeira à última página. O detalhe importante, aqui, é que todos com que conversei sempre sabem como a história irá terminar, ou pelo menos tem uma idéia vaga sobre isso. O que acontece na verdade é que este final pode, eventualmente, ser modificado conforme a narrativa vai se desenrolando, mas sempre se inicia com um final em mente.Saber onde a história termina é o que dá rumo a cada um de seus passos! Dito assim, isso pode até parecer óbvio, mas começar a escrever sem saber o final é um erro comum entre autores iniciantes.Já fui consultado algumas vezes por escritores que têm uma excelente idéia sobre como começar uma determinada história, mas pedem sugestões sobre como terminá-la. A questão é que, se você não sabe onde a história termina, você não sabe se ela é boa! Existem dicas que ajudam a desenvolver a história e facilitam ao próprio autor "descobrir" como sua história termina, para poder escrevê-la!Falaremos disso no próximo post!

7 de abril de 2009

O que é leitura crítica?

Antes de entrarmos no processo de produção e organização das tramas do livro, após a etapa de gestação que validou que sua idéia "merece ser escrita", faremos uma pequena pausa para falar sobre Leitura Crítica, seguindo a sugestão de um colega escritor.
O que é a Leitura Crítica

Avaliar um original, seja um quadro, uma composição musical ou um livro, é sempre uma tarefa subjetiva. Por mais que tentemos objetivar a análise, dividindo a obra e analisando-a sobre diferentes aspectos, ainda assim sempre resta uma grande dose de subjetividade, sendo portanto o resultado, em última instância, uma visão pessoal do avaliador. O que torna uma leitura crítica valiosa é ter uma posição de um leitor que não dará sua opinião simplesmente para agradar o autor, pelo contrário, ele estará procurando falhas que possam comprometer original. Obviamente, as opiniões do leitor crítico se baseiam em sua experiência como leitor e, inevitavelmente, podem ser influenciadas por seu gosto pessoal; de forma que sua opinião não é um atestado de qualidade (ou de falta desta); mas sim pontos de partida para que o autor veja sua obra por outros olhos e possa, caso desejado, burilá-la para torná-la mais palatável ao leitor.

Como funciona a Leitura Crítica

16 de março de 2009

Gestação: Incrementando sua ideia

Temos até 2012 para remover o acento de "idéia", mas para acostumar, vamos deixar sem acento pelo menos no título ... :)
Antes de mais nada, "Gestação" é um nome cunhado por mim; até onde eu sei outros autores que escreveram sobre este assunto ("a arte de escrever"...) eventualmente mencionam esta etapa da produção literária, mas não a "batizaram" desta forma. O nome "gestação" vem justamente da forma que trabalhamos para fazer a idéia crescer, evoluir, até se tornar uma história completa. Atenção para este ponto, que é bastante importante: uma idéia não é uma história! A idéia, também chamada de "premissa" ou "tema", é o cerne da história, é aquilo que os leitores irão responder quando alguém perguntar: "sobre o que é a história?". Já a história é um conjunto complexo que envolve ambiente, personagens, tramas, e muitos detalhes mais - inclusive outras idéias - que se unem para desenvolver aquele tema. Para transformar a idéia em história precisamos, basicamente, saber mais sobre ela. Nesta etapa de gestação, as principais dicas seriam:
  • Pesquise sobre sua idéia. Leia diversos livros sobre o assunto, até ter sua opinião própria, e sempre, sempre tenha um lápis e um papel à mão nestas leituras. Por exemplo, para os 5 capítulos de "O Nome da Águia" que envolvem de alguma forma o ditador Adolf Schicklgruber Hitler, um dos livros que li foi "Albert Speer: sua luta pela Verdade", de 1008 páginas; que resultaram em 3 páginas de anotações: a música preferida de Hitler, condições climáticas da Alemanha na época do fim da Segunda Grande Guerra, diversas referências geográficas, etc.
  • Entreviste ou converse com especialistas. O fim do livro "O Nome da Águia" mudou três vezes antes que eu começasse a escrevê-lo (ainda na etapa de gestação...), pois minhas conversas com estudiosos da história Judaica e pessoas que passaram por experiências de quase-morte me levaram a modificar algumas das concepções que eu tinha para o livro.
  • Conte sua idéia! Sempre que possível, reuna seus amigos (de preferência, escritores ou leitores contumazes...) e conte a idéia em seu ponto atual, indicando o que ainda não está claro e o que você acha que pode ser melhorado. As idéias coletivas que surgem sempre são excelentes pontos de partida para incrementar sua idéia, ou eventualmente descobrir que ela não vale à pena! O curioso é que, cada vez que você conta sua idéia (mesmo que ninguém contribua com nada), sua mente se exercita para povoar com detalhes o esqueleto básico que está se formando, assim, a idéia vai evoluindo naturalmente.
  • Anote, rabisque, desenhe, lembre. Eu, particularmente, não esqueço de uma história quando estou trabalhando nela, e até o fim da etapa de gestação só tenho anotadas as referências dos livros e conversas. Mas conheço autores que anotam as idéias principais, os "pontos focais" da(s) trama(s) de diversas formas. Uma forma particularmente interessante de registro é na forma de grafos, onde um ponto se liga a outro por setas - com a vantagem que você consegue anotar de maneira visual diversas possíveis variações da história que está tomando forma, antes de decidir qual seguir.

Em algum momento, você irá perceber que a idéia começa a se tornar uma história completa. Obviamente ainda há muito a burilar, mas neste ponto você já poderá avaliar se a história que tem em mãos efetivamente vale à pena ser contada, ou se é melhor abandoná-la e começar tudo do zero.

E não se intimide em recomeçar quantas vezes for necessário: além disso ser normal, é muito melhor do que continuar investindo tempo em uma história na qual você não acredita 100%. Se você não está empolgado com sua quase-história ao fim da gestação, então como vai conseguir empolgar seus leitores?