| o post anterior, falei sobre a importância da estrutura da história, e dei um exemplo de uma estrutura comum. Após um longo (e merecido, para completar o clichê) período de férias, gostaria de retomar o assunto, até porque "a ficha demorou a cair" muito para mim sobre este assunto, e acho que muitos escritores provavelmente têm a mesma dificuldade, mesmo sem saber. Primeiramente, gostaria de reforçar a necessidade (atenção, não é "importância", é "necessidade", mesmo) de conhecer e utilizar a estrutura para escrever qualquer texto literário. | |
| Começando pelo básico: "Início-Meio-Fim", não é uma estrutura para uma estória. Uma lista de supermercado já tem isso. E, no entanto, tem muita gente que escreve estórias justamente com esta estrutura, por incrível que pareça - eu sei, já li muitas assim! Um exemplo? "Era uma vez três porquinhos que saíram da casa de sua mãe para viverem por conta própria (Início - apresentação do status quo), construíram suas casas (Meio - desenvolvimento do tema) e viveram felizes para sempre (Fim - conclusão do tema). | "O escritor original não é aquele que não imita ninguém, mas aquele que ninguém consegue imitar" François-René de Chateaubriands, escritor fundador do Romantismo na França |
| A estrutura mínima de uma estória seria: "Início - Conflito - Desenvolvimento do conflito - Resolução do conflito - Conclusão". Sem perder tempo com mais detalhes (acho que ficou bem claro...), uma estória sem conflito não é uma história, não dá certo falar de porquinhos sem falar também do lobo. Acredito que todo escritor, por mais iniciante que seja, irá concordar que | |
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27 de dezembro de 2010
A necessidade da estrutura na escrita de romances
11 de junho de 2010
WRITE IN BRASÍLIA - Aproveite esta oportunidade!
Apenas um lembrete: O concurso para sorteio da camiseta e do livro continua! Leia o post anterior para detalhes!
O WRITE IN BRASÍLIA será um "retiro de imersão literária" com James McSill em Brasília para reduzido grupo de autores - apenas 16 vagas!. Saiba mais em http://www.writeinbrasilia.com/ ou pelos e-mails: oswaldopullen@gmail.com ou james@mcsill.com. RESERVE JÁ SUA VAGA PELO SITE! O que é: Retiro de imersão literária para escritores de ficção, conduzido por James McSill, especialista em modelagem de textos e 'coach' internacional para autores de língua portuguesa. Com o Write in Brasília, vamos ter James MacSill disponível novamente para os autores brasileiros, durante os dias de 25 a 29 de outubro, quando será possível obter as técnicas usadas pelos autores americanos e europeus de sucesso, mas ainda desconhecidas no Brasil. O programa será composto de: Cinco dias de sessões instrucionais em que não só o autor terá a oportunidade de descobrir as "manhas" e segredos da produção de textos apreciados por agentes e editoras internacionais, bem como estruturar um romance comercial na prática. Serão mostradas técnicas de desmontagem e montagem de texto e os fatores que tornam um romance num sucesso de venda. Leve um de seus manuscritos ou um livro que tenha sido um best-seller mundial. Programa básico: Seminários com tópicos sobre a construção de um romance: enredo, estrutura, personagens, pontos de vista, emoção, conflito, descrição / narração, sequenciamento, mostrar versus contar, simetrias de cenas e de capítulos e técnicas práticas para turbinar um romance já pronto. Exercícios práticos de criação, incluindo o uso de programas de computador que ajudarão os participantes a dar voz a seus personagens, e ritmo a seu texto. Sessões de feedback em que os autores testarão a sua produção junto ao grupo. Além disso, haverá sessões individuais para o exame de material levado pelos participantes, e de suas necessidades particulares, onde serão discutidas obras já prontas, ou traçar planos que levem o autor a seus objetivos.A metodologia utilizada cria um ambiente descontraido para que os autores, num espaço de amizade e apoio mútuos, descubram ou desenvolvam a sua própria voz.
O WRITE IN BRASÍLIA será um "retiro de imersão literária" com James McSill em Brasília para reduzido grupo de autores - apenas 16 vagas!. Saiba mais em http://www.writeinbrasilia.com/ ou pelos e-mails: oswaldopullen@gmail.com ou james@mcsill.com. RESERVE JÁ SUA VAGA PELO SITE! O que é: Retiro de imersão literária para escritores de ficção, conduzido por James McSill, especialista em modelagem de textos e 'coach' internacional para autores de língua portuguesa. Com o Write in Brasília, vamos ter James MacSill disponível novamente para os autores brasileiros, durante os dias de 25 a 29 de outubro, quando será possível obter as técnicas usadas pelos autores americanos e europeus de sucesso, mas ainda desconhecidas no Brasil. O programa será composto de: Cinco dias de sessões instrucionais em que não só o autor terá a oportunidade de descobrir as "manhas" e segredos da produção de textos apreciados por agentes e editoras internacionais, bem como estruturar um romance comercial na prática. Serão mostradas técnicas de desmontagem e montagem de texto e os fatores que tornam um romance num sucesso de venda. Leve um de seus manuscritos ou um livro que tenha sido um best-seller mundial. Programa básico: Seminários com tópicos sobre a construção de um romance: enredo, estrutura, personagens, pontos de vista, emoção, conflito, descrição / narração, sequenciamento, mostrar versus contar, simetrias de cenas e de capítulos e técnicas práticas para turbinar um romance já pronto. Exercícios práticos de criação, incluindo o uso de programas de computador que ajudarão os participantes a dar voz a seus personagens, e ritmo a seu texto. Sessões de feedback em que os autores testarão a sua produção junto ao grupo. Além disso, haverá sessões individuais para o exame de material levado pelos participantes, e de suas necessidades particulares, onde serão discutidas obras já prontas, ou traçar planos que levem o autor a seus objetivos.A metodologia utilizada cria um ambiente descontraido para que os autores, num espaço de amizade e apoio mútuos, descubram ou desenvolvam a sua própria voz.
29 de março de 2010
Sobre “metodologias” de escrita de romances
Seguindo a sugestão do colega “Escriba Encapuzado”, preparei este post sobre metodologia de escrita. Muito do que eu pensei em escrever para este artigo já foi dito por ele, em http://escribaencapuzado.wordpress.com/2010/03/13/metodologia-510/#more-506 – confiram!
Antes de mais nada, vale dizer que cada escritor tem seu método próprio – que não necessariamente farão sentido para você! Para ficar em apenas um exemplo esdrúxulo: Isaac Asimov, o mais prolífico escritor de Ficção Científica, só conseguia escrever quando era continuamente interrompido – tanto que em certa entrevista ele relatou que, ao se casar pela segunda vez, sua nova esposa fazia tanto silêncio na casa que ele não conseguia se concentrar, e teve que pedir para ela vir ao seu escritório de vez em quando “para perturbá-lo”. Obviamente há uma história que motivou este hábito, que posso contar em outra oportunidade.
Após ler diversos livros e conversar com vários escritores, hoje acredito que podemos dividir os métodos de trabalho entre dois extremos, com inúmeras graduações entre eles.
De um lado, temos o método chamado de “pegadas na neve” ou “pegadas na areia”, ensinado por muitas oficinas de escrita criativa, especialmente as criadas a partir dos cursos de graduação em produção literária dos Estados Unidos, que seguem este método. Basicamente, neste método o autor define os personagens e suas motivações, estabelece um rumo inicial para a história, e “sai escrevendo”. Escreve, escreve, escreve, e quando percebe que algo não se encaixa, e não consegue achar uma boa solução para evoluir a trama, ele volta atrás (seguindo a trilha que deixou, suas “pegadas”) até o ponto onde a história tomou o rumo atual e, jogando tudo dali para fora no lixo, começa a escrever em uma nova direção. Um dos exemplos mais famosos de uso desta técnica é o de Fernando Sabino, que escreveu 1300 páginas para “O Encontro Marcado”, e aproveitou somente 320. E não se enganem: esta forma de escrita, apesar de parecer pouco produtiva, gera excelentes histórias!
No outro extremo, temos uma abordagem que podemos chamar de “estruturalismo” ou abordagem “top-down” (de cima para baixo), seguindo o uso comum deste termo no gerenciamento de projetos. O autor começa com uma idéia, depois a detalha, descrevendo pontos principais de uma trama, depois as cenas ou capítulos que ligam estes pontos, para finalmente, com a estrutura definida, começar a escrever o livro. Neste caso, a organização do livro pode seguir ou não uma das diversas estruturas sugeridas para isso, como por exemplo a estrutura da “Jornada do Herói” descrita no livro “O Herói de Mil Faces” (de Joseph Campbell), ou a estrutura de roteiros de cinema (que funciona bem para livros) do “Manual de Roteiro” (de Syd Field). A vantagem desta abordagem é que diminui a ocorrência de “bloqueios”, pois o autor já sabe a priori para onde a trama irá evoluir – embora muitas vezes ela passe por outros pontos, conforme a história vai evoluindo.
Minha experiência pessoal: Organizar as idéias antes de escrever, para ter uma boa noção da estrutura da história, ajuda muito. Escrevi “O Nome da Águia” (http://www.onomedaaguia.com/) seguindo uma abordagem estruturalista bem detalhada e o resultado, modéstia à parte, ficou muito bom. Já em “As Incríveis Memórias de Samael Duncan” (título provisório), que estou escrevendo agora, eu segui uma abordagem totalmente ao estilo das “pegadas na neve”; o resultado foi tão bom quanto o anterior, ou até um pouco melhor, mas ao chegar mais ou menos ao meio da obra precisei parar e planejar os próximos passos, porque fiquei “bloqueado”.
A dica mais importante continua sendo, sempre: escreva! Só se aprende a escrever escrevendo.
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