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27 de dezembro de 2010

A necessidade da estrutura na escrita de romances


o post anterior, falei sobre a importância da estrutura da história, e dei um exemplo de uma estrutura comum.
Após um longo (e merecido, para completar o clichê) período de férias, gostaria de retomar o assunto, até porque "a ficha demorou a cair" muito para mim sobre este assunto, e acho que muitos escritores provavelmente têm a mesma dificuldade, mesmo sem saber.
Primeiramente, gostaria de reforçar a necessidade (atenção, não é "importância", é "necessidade", mesmo) de conhecer e utilizar a estrutura para escrever qualquer texto literário.
Começando pelo básico: "Início-Meio-Fim", não é uma estrutura para uma estória. Uma lista de supermercado já tem isso. E, no entanto, tem muita gente que escreve estórias justamente com esta estrutura, por incrível que pareça - eu sei, já li muitas assim!
Um exemplo? "Era uma vez três porquinhos que saíram da casa de sua mãe para viverem por conta própria (Início - apresentação do status quo), construíram suas casas (Meio - desenvolvimento do tema) e viveram felizes para sempre (Fim - conclusão do tema).
"O escritor original não é aquele que não imita ninguém, mas aquele que ninguém consegue imitar"
François-René de Chateaubriands, escritor fundador do Romantismo na França
A estrutura mínima de uma estória seria: "Início - Conflito - Desenvolvimento do conflito - Resolução do conflito - Conclusão".  Sem perder tempo com mais detalhes (acho que ficou bem claro...), uma estória sem conflito não é uma história, não dá certo falar de porquinhos sem falar também do lobo.
Acredito que todo escritor, por mais iniciante que seja, irá concordar que

11 de junho de 2010

WRITE IN BRASÍLIA - Aproveite esta oportunidade!

Apenas um lembrete: O concurso para sorteio da camiseta e do livro continua! Leia o post anterior para detalhes!
O WRITE IN BRASÍLIA será um "retiro de imersão literária" com James McSill em Brasília para reduzido grupo de autores - apenas 16 vagas!. Saiba mais em http://www.writeinbrasilia.com/ ou pelos e-mails: oswaldopullen@gmail.com ou james@mcsill.com. RESERVE JÁ SUA VAGA PELO SITE! O que é: Retiro de imersão literária para escritores de ficção, conduzido por James McSill, especialista em modelagem de textos e 'coach' internacional para autores de língua portuguesa. Com o Write in Brasília, vamos ter James MacSill disponível novamente para os autores brasileiros, durante os dias de 25 a 29 de outubro, quando será possível obter as técnicas usadas pelos autores americanos e europeus de sucesso, mas ainda desconhecidas no Brasil. O programa será composto de: Cinco dias de sessões instrucionais em que não só o autor terá a oportunidade de descobrir as "manhas" e segredos da produção de textos apreciados por agentes e editoras internacionais, bem como estruturar um romance comercial na prática. Serão mostradas técnicas de desmontagem e montagem de texto e os fatores que tornam um romance num sucesso de venda. Leve um de seus manuscritos ou um livro que tenha sido um best-seller mundial. Programa básico: Seminários com tópicos sobre a construção de um romance: enredo, estrutura, personagens, pontos de vista, emoção, conflito, descrição / narração, sequenciamento, mostrar versus contar, simetrias de cenas e de capítulos e técnicas práticas para turbinar um romance já pronto. Exercícios práticos de criação, incluindo o uso de programas de computador que ajudarão os participantes a dar voz a seus personagens, e ritmo a seu texto. Sessões de feedback em que os autores testarão a sua produção junto ao grupo. Além disso, haverá sessões individuais para o exame de material levado pelos participantes, e de suas necessidades particulares, onde serão discutidas obras já prontas, ou traçar planos que levem o autor a seus objetivos.A metodologia utilizada cria um ambiente descontraido para que os autores, num espaço de amizade e apoio mútuos, descubram ou desenvolvam a sua própria voz.

29 de março de 2010

Sobre “metodologias” de escrita de romances

Seguindo a sugestão do colega “Escriba Encapuzado”, preparei este post sobre metodologia de escrita. Muito do que eu pensei em escrever para este artigo já foi dito por ele, em http://escribaencapuzado.wordpress.com/2010/03/13/metodologia-510/#more-506 – confiram! Antes de mais nada, vale dizer que cada escritor tem seu método próprio – que não necessariamente farão sentido para você! Para ficar em apenas um exemplo esdrúxulo: Isaac Asimov, o mais prolífico escritor de Ficção Científica, só conseguia escrever quando era continuamente interrompido – tanto que em certa entrevista ele relatou que, ao se casar pela segunda vez, sua nova esposa fazia tanto silêncio na casa que ele não conseguia se concentrar, e teve que pedir para ela vir ao seu escritório de vez em quando “para perturbá-lo”. Obviamente há uma história que motivou este hábito, que posso contar em outra oportunidade. Após ler diversos livros e conversar com vários escritores, hoje acredito que podemos dividir os métodos de trabalho entre dois extremos, com inúmeras graduações entre eles. De um lado, temos o método chamado de “pegadas na neve” ou “pegadas na areia”, ensinado por muitas oficinas de escrita criativa, especialmente as criadas a partir dos cursos de graduação em produção literária dos Estados Unidos, que seguem este método. Basicamente, neste método o autor define os personagens e suas motivações, estabelece um rumo inicial para a história, e “sai escrevendo”. Escreve, escreve, escreve, e quando percebe que algo não se encaixa, e não consegue achar uma boa solução para evoluir a trama, ele volta atrás (seguindo a trilha que deixou, suas “pegadas”) até o ponto onde a história tomou o rumo atual e, jogando tudo dali para fora no lixo, começa a escrever em uma nova direção. Um dos exemplos mais famosos de uso desta técnica é o de Fernando Sabino, que escreveu 1300 páginas para “O Encontro Marcado”, e aproveitou somente 320. E não se enganem: esta forma de escrita, apesar de parecer pouco produtiva, gera excelentes histórias! No outro extremo, temos uma abordagem que podemos chamar de “estruturalismo” ou abordagem “top-down” (de cima para baixo), seguindo o uso comum deste termo no gerenciamento de projetos. O autor começa com uma idéia, depois a detalha, descrevendo pontos principais de uma trama, depois as cenas ou capítulos que ligam estes pontos, para finalmente, com a estrutura definida, começar a escrever o livro. Neste caso, a organização do livro pode seguir ou não uma das diversas estruturas sugeridas para isso, como por exemplo a estrutura da “Jornada do Herói” descrita no livro “O Herói de Mil Faces” (de Joseph Campbell), ou a estrutura de roteiros de cinema (que funciona bem para livros) do “Manual de Roteiro” (de Syd Field). A vantagem desta abordagem é que diminui a ocorrência de “bloqueios”, pois o autor já sabe a priori para onde a trama irá evoluir – embora muitas vezes ela passe por outros pontos, conforme a história vai evoluindo. Minha experiência pessoal: Organizar as idéias antes de escrever, para ter uma boa noção da estrutura da história, ajuda muito. Escrevi “O Nome da Águia” (http://www.onomedaaguia.com/) seguindo uma abordagem estruturalista bem detalhada e o resultado, modéstia à parte, ficou muito bom. Já em “As Incríveis Memórias de Samael Duncan” (título provisório), que estou escrevendo agora, eu segui uma abordagem totalmente ao estilo das “pegadas na neve”; o resultado foi tão bom quanto o anterior, ou até um pouco melhor, mas ao chegar mais ou menos ao meio da obra precisei parar e planejar os próximos passos, porque fiquei “bloqueado”. A dica mais importante continua sendo, sempre: escreva! Só se aprende a escrever escrevendo.