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22 de fevereiro de 2010

Oficinas Literárias, Oficinas de Escrita Criativa, Oficinas de Criação de Texto, Oficinas...

O Brasil viu, nos últimos anos, o crescimento da oferta e do número de pessoas interessadas em participar de oficinas de escrita criativa.Para entender um pouco deste movimento, precisamos estudar as suas origens, no movimento similar que ocorreu nos Estados Unidos e que ganhou força na segunda metade do século passado. Estas oficinas, nos Estados Unidos, desembocaram na criação de diversos cursos universitários com aulas práticas de literatura, e se tomaram tal vulto que Mark McGurl, em “The Program Era”, chega a dizer que é impossível comprender a literatura norte-americana do pós-guerra sem conhecer os programas universitários de escrita criativa.Diversos autores nacionais foram beber desta fonte, como Affonso Romano de SantAnna, Raimundo Carrero e Charles Kiefer, que estudaram na universidade de Iowa e se tornaram destacados escritores e renomados divulgadores da arte da escrita. Raimundo Carrero conduz oficinas de escrita criativa de altíssima qualidade em Pernambuco, e reuniu as experiências de 15 anos de oficinas no livro “Os segredos da Ficção”, publicado em 2005 pela editora Agir. Charles Keifer apresenta oficinas semelhantes há vinte anos no Rio Grande do Sul, e além de uma vasta bibliografia traduziu para o português alguns livros sobre técnias de escrita, como “Como aprendi a escrever” de Máximo Gorki e “Assim se escreve um conto”, de Mempo Giardinelli, e outros. Affonso Romano de SantAnna, já nos anos 70, uniu-se a Silviano Santiago e realizou as primeiras oficinas dentro de universidades brasileiras (no caso, a PUC-RJ), lançando livros como “Por um novo conceito de literatura brasileira" e “O que aprendemos até agora”, relatando suas experiências nos cursos de letras. Depois destes pioneiros, muitos outros escritores abriram caminho e estabeleceram oficinas que já se tornaram referência de qualidade, em diversos estados. É o caso, por exemplo, de Marcelino Freire, que apresenta oficinas (sempre lotadas) na Casa das Rosas e no espaço Barco, em São Paulo; das quase cem oficinas realizadas para a Fábrica de Textos pela escritora Sônia Belloto (autora de “Você já pensou em escrever um livro”, com múltiplas edições); do “Laboratório do Escritor”, que acontece na Realejo Livros, em Santos; das oficinas oferecidas pela Casa do Saber; das oficinas de produção de texto de Luiz Antonio de Assis Brasil e Luís Augusto Fischer no Rio Grande do Sul; das oficinas de Oswaldo Pullen em Brasília (uma delas começando agora em março - inscrições abertas), e muitas outras. Os exemplos das oficinas são muitos – com certeza esqueci de mencionar diversas delas. No entanto, o objetivo destas oficinas é um só: mostrar que escrever não é (apenas) um dom e mais, mostrar que existem técnicas que ajudam a vencer o medo de escrever, organizar seu texto e produzir trabalhos de melhor qualidade. Além disso, a troca de experiências nestas oficinas ajuda a estimular tanto a imaginação quanto o lado crítico dos participantes, dando a eles instrumentos para melhor entender os trabalhos de outros escritores e, com isso, também aprimorarem os seus. Recomendo fortemente a todos os leitores realmente interessados em escrever um romance que participem de oficinas literárias, mais de uma, se possível. A cada oficina aprendemos mais um pouco, e aprendemos que o que faz um bom escritor é tudo que ele aprendeu, e mais, como ele sabe transpor isso para sua obra.

20 de janeiro de 2010

Perca o medo de escrever agora - pergunte-me como!

Escrever é uma atividade, por natureza, solitária. No entanto, aprender a escrever não precisa ser - na verdade, não deve ser! E quando falo "aprender a escrever", na verdade quero dizer "aprender a escrever algo que outras pessoas apreciem ler". Troque experiências, converse, leia, esteja sempre em contato com outros escritores – pode ter certeza de que isso não irá “ferir a sua arte particular”, pelo contrário, irá apenas dar mais instrumentos para que você possa melhor expressá-la. Existem muitas oficinas, livros e blogs com conselhos sobre como escrever bem, mas a verdade é uma só: você só aprende a escrever escrevendo! Nada justifica não escrever AGORA se você tem vontade; deixe as desculpas de lado e comece logo. O que você escrever vai ser, provavelmente, aquém do que você gostaria - mas muitos grandes escritores descartam a maior parte do que escrevem; e isso faz parte do ofício: se você não escreve muitas ‘ostras’, não terá onde achar suas pérolas! Obviamente, para escrever um escritor precisa de "bagagem". Ele precisa não apenas ter conteúdo, ter o que dizer, mas principalmente precisa saber COMO dizer - e isso só se aprende lendo. Diversas vezes escutei novos escritores dizerem o total contrasenso (agora sem hífen...) “gosto de escrever, mas não gosto de ler”. É como se um músico dissesse “gosto de compor músicas, mas não gosto de ouvir música”! Continuando a receita: Além de ler muito, aprenda a observar, no sentido que Conan Doyle, através do seu (pouco amado pelo autor...) “Sherlock Holmes” , dava à palavra. Não apenas ver, mas OBSERVAR. Por exemplo: se você mora ou trabalha em um prédio, quantos degraus há entre um andar e outro? Estes degraus têm faixa antiderrapante para evitar escorregões? Usualmente eles estão limpos, ou têm alguma sujeira? Que tipo de sujeira? Se você já viu os degraus diversas vezes mas não sabe responder estas perguntas, é porque nunca os observou, efetivamente. A observação é a chave ativar a imaginação e a memória de um bom escritor, permitindo que ele crie histórias mais interessantes. E não basta a observação pela TV, são os pequenos detalhes que fazem a diferença. Qual o ruído de fundo de seu local de trabalho? Como são os cheiros em uma feira, em um mercado, em um parque, em um cemitério? Como são os olhares das pessoas que cruzam por você na rua? Um escritor precisa ser um leitor; precisa saber observar a realidade, e precisa saber misturar sua imaginação com sua memória para dar consistência aos mundos que criar. Mas acima de tudo ele precisa escrever – pois só se aprende a escrever escrevendo!

28 de julho de 2009

Rodrigo Capella prepara lançamento virtual

Amigos! Hoje farei uma pequena pausa para divulgar o trabalho de Rodrigo Capella, escritor e incentivador da arte da escrita. O Rodrigo tem uma comunidade no Orkut com dicas para autores, e um de seus próximos lançamentos é justamente uma coletânea de dicas sobre o mercado editorial. Fiquem de olho no o lançamento (virtual)! Data e hora: 04 de agosto, das 18h30 às 20h00 Local: http://www.ustream.tv/clubedeautores! Forte Abraço, segue o convite oficial do Rodrigo!
O escritor e poeta Rodrigo Capella, 28 anos e autor de seis livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer, prepara o lançamento virtual de mais três obras inéditas, publicadas pelo Clube de Autores. São elas: “@ntologia online” (reúne textos dos escritores que participam da comunidade do Orkut “Dicas para publicar um livro”, criada por Capella); “Loucuras de um escritor” (traz textos sobre a viagem do escritor a Europa); e “Dicas para escrever, publicar e vender um livro” (com cinquenta orientações para quem quer entrar no mercado editorial). O lançamento virtual será no dia 04 de agosto, das 18h30 às 20h00, com chat, power point e vídeo, no endereço
http://www.ustream.tv/clubedeautores

13 de julho de 2009

Profissionalização do autor brasileiro

Olhando para o mercado americano, encontramos algumas dezenas de livros cujo público-alvo são os escritores; além de pelo menos duas revistas de circulação nacional. A realidade no Brasil é ainda bastante diferente, mas aos poucos as editoras vão percebendo que este é um nicho importante. Já li uns quatro livros a este respeito (todos que conheci no mercado nacional...), de cabeça lembro de dois deles: "Você já pensou em escrever um livro?", Sônia Belloto - http://www.ediouro.com.br/vocejapensou, Ediouro Com uma linguagem dinâmica e cativante, Você já pensou em escrever um livro? é um trabalho para quem lida com a escrita no dia-a-dia e para quem deseja se tornar um escritor de sucesso. O livro ensina métodos valiosos para romper bloqueios e produzir textos originais. Ensina também como arranjar tempo para escrever, os estilos pessoais, como dar vida aos textos e como desenvolver o potencial criativo de cada um, além de trazer orientações especiais sobre criação de personagens, diálogos e cenas que cativam os leitores. "Guia para Autores", Andrey do Amaral - http://www.andreydoamaral.com, ed. Ciência Moderna. Depis de terminar o original é que o escritor se dá conta das dificuldades da publicação. Entrar no mercado editorial é possível! Basta conhecer os segredos deste universo. Neste livro, você diminuirá os caminhos da tão sonhada publicação. Descrevemos os erros mais comuns e a forma correta de enviar sua obra para a editora certa. Há ainda os endereços das principais agências literárias do Brasil e do exterior, além das melhores editoras com a linha editorial definida. Facilitar é a nossa proposta. Este manual é bastante eficaz para quem deseja se destacar no concorrido mundo dos livros. E você irá conseguir! E para quem está começando, toda ajuda é boa. Então, dê uma pesquisada também na internet, que há muitos sites interessantes. Por exemplo:

Material não falta para quem deseja se profissionalizar. E não adianta ficar reclamando que o mercado é difícil, que não oferece condições para iniciantes, ou coisas do gênero.

Sobre isso, sempre lembro da resposta da Lya Luft a uma pergunta da platéia, em um evento literário aqui em Brasília (tirado de memória, com certeza as palavras dela não foram estas, mas a idéia sim):

"Como você conseguiu fazer sucesso tão rápido?"

"Trabalho com traduções, escrevo artigos e colunas para jornais e revistas e escrevo livros a 28 anos. De repente, o meu trabalho atingiu uma massa crítica, e meu livros começaram a ser lidos em todo o Brasil. Para quem só me conheceu quando cheguei à grande mídia, foi rápido. Para mim, foi a consequência de uma vida dedicada à escrita."

Resumindo, mais uma vez: não há fórmula mágica, nem caminho garantido para o sucesso. O que existe é o mercado, um ecossistema onde os mais fortes e persistentes conseguem se destacar.

Ou, em outras palavras: da próxima vez que for reclamar, não reclame: aja! Continue escrevendo e trabalhando para melhorar as condições de quem está começando, que todos juntos somos mais fortes!

16 de março de 2009

Gestação: Incrementando sua ideia

Temos até 2012 para remover o acento de "idéia", mas para acostumar, vamos deixar sem acento pelo menos no título ... :)
Antes de mais nada, "Gestação" é um nome cunhado por mim; até onde eu sei outros autores que escreveram sobre este assunto ("a arte de escrever"...) eventualmente mencionam esta etapa da produção literária, mas não a "batizaram" desta forma. O nome "gestação" vem justamente da forma que trabalhamos para fazer a idéia crescer, evoluir, até se tornar uma história completa. Atenção para este ponto, que é bastante importante: uma idéia não é uma história! A idéia, também chamada de "premissa" ou "tema", é o cerne da história, é aquilo que os leitores irão responder quando alguém perguntar: "sobre o que é a história?". Já a história é um conjunto complexo que envolve ambiente, personagens, tramas, e muitos detalhes mais - inclusive outras idéias - que se unem para desenvolver aquele tema. Para transformar a idéia em história precisamos, basicamente, saber mais sobre ela. Nesta etapa de gestação, as principais dicas seriam:
  • Pesquise sobre sua idéia. Leia diversos livros sobre o assunto, até ter sua opinião própria, e sempre, sempre tenha um lápis e um papel à mão nestas leituras. Por exemplo, para os 5 capítulos de "O Nome da Águia" que envolvem de alguma forma o ditador Adolf Schicklgruber Hitler, um dos livros que li foi "Albert Speer: sua luta pela Verdade", de 1008 páginas; que resultaram em 3 páginas de anotações: a música preferida de Hitler, condições climáticas da Alemanha na época do fim da Segunda Grande Guerra, diversas referências geográficas, etc.
  • Entreviste ou converse com especialistas. O fim do livro "O Nome da Águia" mudou três vezes antes que eu começasse a escrevê-lo (ainda na etapa de gestação...), pois minhas conversas com estudiosos da história Judaica e pessoas que passaram por experiências de quase-morte me levaram a modificar algumas das concepções que eu tinha para o livro.
  • Conte sua idéia! Sempre que possível, reuna seus amigos (de preferência, escritores ou leitores contumazes...) e conte a idéia em seu ponto atual, indicando o que ainda não está claro e o que você acha que pode ser melhorado. As idéias coletivas que surgem sempre são excelentes pontos de partida para incrementar sua idéia, ou eventualmente descobrir que ela não vale à pena! O curioso é que, cada vez que você conta sua idéia (mesmo que ninguém contribua com nada), sua mente se exercita para povoar com detalhes o esqueleto básico que está se formando, assim, a idéia vai evoluindo naturalmente.
  • Anote, rabisque, desenhe, lembre. Eu, particularmente, não esqueço de uma história quando estou trabalhando nela, e até o fim da etapa de gestação só tenho anotadas as referências dos livros e conversas. Mas conheço autores que anotam as idéias principais, os "pontos focais" da(s) trama(s) de diversas formas. Uma forma particularmente interessante de registro é na forma de grafos, onde um ponto se liga a outro por setas - com a vantagem que você consegue anotar de maneira visual diversas possíveis variações da história que está tomando forma, antes de decidir qual seguir.

Em algum momento, você irá perceber que a idéia começa a se tornar uma história completa. Obviamente ainda há muito a burilar, mas neste ponto você já poderá avaliar se a história que tem em mãos efetivamente vale à pena ser contada, ou se é melhor abandoná-la e começar tudo do zero.

E não se intimide em recomeçar quantas vezes for necessário: além disso ser normal, é muito melhor do que continuar investindo tempo em uma história na qual você não acredita 100%. Se você não está empolgado com sua quase-história ao fim da gestação, então como vai conseguir empolgar seus leitores?

9 de fevereiro de 2009

Técnicas para organizar sua escrita

Já conversei com diversos autores sobre como eles escrevem seus romances. Vou mencionar alguns aqui "de memória", pedindo desde já aos autores desculpas por alguma eventual incorreção . Jean Angelles, por exemplo, autor da série Jack Farrel entre outros livros, disse-me certa vez que passa um longo tempo pesquisando, organizando as idéias mentalmente e em anotações, e que, tendo a trama mais ou menos ordenada na cabeça, começa a escrever os capítulos, sequencialmente (sem trema...). O famoso André Vianco segue uma linha parecida, sabendo onde a história vai chegar, mas deixando o rumo dela variar conforme o ritmo da história pede. Por conta disso, inclusive, é que "O Vampiro Rei" acabou saindo em dois volumes, pois a história acabou se estendendo tanto que não coube em um só livro... Já o processo de Lya Luft, segundo ouvi em uma de suas palestras, é a "vagabundagem literária" (palavras dela...): "A cabeça está sempre trabalhando, até que o personagem se destaca, seus problemas aparecem, as relações com sua família e a origem destes problemas...", "e em algum momento, eu percebo que a história está madura para ser escrita.". A autora não anota nada, segundo ela, "se a idéia for boa, ela voltará depois". Eu, particularmente, quando escrevendo romances gosto da abordagem que chamo de "top-down": defino a idéia e, após um período de pesquisa e amadurecimento, escrevo um parágrafo, dois, uma página no máximo com as idéias de cada capítulo. No caso d' "O Nome da da Águia", por exemplo, os 84 capítulos "couberam" em cerca de 15 páginas. Depois, com estes resumos escritos, é hora de revisar e reorganizar a ordem dos capítulos, verificando se tudo está no lugar ou pode ser melhorado. Por fim, é possível escrever cada capítulo já sabendo onde ele se encaixa na trama, incluindo referências cruzadas para trechos que virão (em outras postagens falaremos mais sobre estas tais "referências cruzadas...) e que já passaram com mais facilidade. Curiosamente, neste livro, eu detalhei primeiramente os capítulos da "trama histórica" (com tempo passado), e depois os das duas tramas que acontecem no presente; o que foi uma experiência curiosa para meu lado escritor. Mas creio que estou me adiantando, ao falar da técnica, porque na verdade tudo começa pela escolha de uma (boa) idéia... Como saber se uma idéia é boa? Semana que vem a gente fala disso! :)

30 de janeiro de 2009

Artigo na revista "Conhecimento Prático - Literatura"

Pablo Neruda disse, certa vez, que “Escrever é fácil: Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias.”. No entanto, eu acredito mais nas palavras de Samuel Johnson: “O que é escrito sem esforço, geralmente é lido sem prazer”. Ora, o escritor, como artista, deve ter toda a liberdade para expressar suas idéias. Mas como todo bom artista sabe, o corpo e a mente são feras a serem domadas, sob a pena de o artista não conseguir expressar aquilo que realmente desejou expressar. Aí é que entra a técnica, que dentro de cada arte orienta a liberdade do artista. Não há uma única técnica, nem uma única forma de organizar as diversas técnicas... Mas na próxima semana falaremos sobre isso! Esta semana, gostaria de convidá-los a comprar a revista "Conhecimento Prático - Literatura" (anteriormente conhecida como "Discutindo Literatura"), da editora Escala, onde foi publicado meu artigo "Como Escrever um Romance de Sucesso". O artigo ficou muito bom, e apresenta uma boa visão geral sobre as técnicas envolvidas na criação de um romance "blockbuster"! Comentários, dúvidas e críticas sobre o artigo são bem vindos aqui no Blog!

22 de janeiro de 2009

Como Escrever um Romance de Sucesso

O romancista, contista e autor de peças teatrais William Somerset Maugham (1874-1965) disse certa vez que “Existem três regras para saber escrever ficção. Infelizmente ninguém sabe quais são elas”. Provavelmente ele estava certo – pergunte a dez escritores sobre seus processos de escrita, e você ouvirá dez respostas diferentes – mas ainda assim é possível perceber determinados padrões em romances de leitura rápida e que tiveram grande aceitação pelo público. Os americanos têm um nome para este tipo de romance: “page-flippers” ou “page-turners”, literalmente, “viradores de páginas”. E embora o mercado americano seja abundante em obras que analisam as técnicas usadas pelos autores destes romances, o Brasil ainda carece de livros que detalhem mais profundamente este assunto. Vale destacar uma motivação adicional para analisar estes romances: enquanto um romance que vende entre 15.000 e 20.000 unidades já pode ser considerado um “best-seller” no Brasil, segundo a CBL (Câmara Brasileira do Livro), o “Código da Vinci” de Dan Brown passou da marca de oito milhões de cópias vendidas. Portanto, seja por mera curiosidade, seja por um desejo de entender e quem sabe aproveitar-se das técnicas deste tipo de romance, vale o estudo de algumas de suas características comuns.Teve sua curiosidade despertada?Semana que vem começamos a explorar estas características, começando pelo ponto mais básico: como escolher uma idéia que vale à pena.Até lá!

12 de janeiro de 2009

A Arte de escrever e o ego do escritor...

Eu acredito firmemente que qualquer um consegue realizar seus sonhos, desde que seja persistente o suficiente para continuar tentando. O sucesso não é resultado apenas de talento e suor, mas também, e principalmente, de persistência. Faço minhas as palavras da escritora Lia Luft, tiradas de memória de uma antiga entrevista sua: "Existem mais porcarias publicadas do que gênios incompreendidos". Portanto, se você se considera um "gênio", continue tentando que um dia sua vez chegará! E se você não acredita ser um gênio, não acredita que seu trabalho é único e genial... então desista de ser escritor e volte ao seu antigo emprego, pois para ser escritor é necessário, antes de tudo, ter um ego do tamanho necessário para criar mundos, e se orgulhar deles! ;) Este blog é um registro das pedras em que tropecei e dos buracos em que caí para chegar até onde cheguei. Ainda não é longe, mas sei que realizarei todos meus sonhos - e quero ajudar outros escritores a realizarem os seus, com menos sofrimento, se possível! Vejo vocês por aqui!