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19 de agosto de 2014

O muito comum lugar-comum, por J. B. Oliveira

Quem acompanha o Vida de Escritor sabe que não é comum que eu publique artigos de outros escritores... As honoráveis exceções são realmente isso, honoráveis... E me perdoem pelo lugar comum...
Com vocês, um texto do incomparável  J.B.Oliveira!


lugar-comum. S. m. 1. Fonte de onde se podem tirar argumentos, provas etc., para quaisquer assuntos. 2. P. ext. Fórmula, argumento ou ideia já muito conhecida e repisada. 3. Trivial; trivialidade. [Sin., nas acepções 2 e 3: chapa, chavão, clichê. Pl.: lugares-comuns.]
 
É o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa que assim define o verbete lugar-comum. A primeira acepção é branda, amigável. As duas outras são mais severas, condenatórias, indicando que sua utilização não é recomendável por traduzir redundância ou irrelevância. Em outras palavras: ou consiste na repetição de fórmulas muito conhecidas e repisadas – na acepção número dois – ou se refere a banalidades, vulgaridades mesmo, no sentido número três.

Por representar uma forma de empobrecimento da língua, o lugar-comum torna-se um vício de linguagem, ao lado de tantos outros, igualmente condenáveis, como: pleonasmo, plebeísmo, barbarismo, solecismo e que tais, todos comprometedores da beleza e estética do idioma.

O interessante é que, às vezes – e felizmente – alguns deles caem em desuso e acabam no esquecimento. Até porque outros vêm ocupar seu lugar nas mensagens da mídia e dos comunicadores (querem a aplicação de um lugar-comum? Então aí vai: “dos comunicadores de plantão!”).

5 de agosto de 2014

7 Coisas que aprendi - com Ben Oliveira e Max Velati !!

7 Coisas que aprendi
Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores e outros profissionais do mercado livreiro e literário para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. 

Em maio deste ano, lançamos um e-book com 61 contribuições, entre escritores e profissionais do mercado.  E estamos agora juntando contribuições para a próxima edição!

Então, você já sabe: Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Esta semana temos duas novas participações para a série. 

No Escriba Encapuzado Ben Oliveira, escritor e jornalista, dá sua contribuição.

E aqui no Vida de Escritor, o escritor veterano e ilustrador Max Velati apresenta uma das mais inspiradas e com certeza a mais original contribuição para a série!
Com vocês, Max Velati!

23 de julho de 2014

Dúvidas de Escritores sobre livros infantis e de terror, como desenvolver personagens secundários e processo de escrita


C
omo recebi muitas dúvidas nas últimas semanas, o jeito foi publicar dois posts seguidos da série Dúvidas de Escritor.

Então, você já sabe como funciona: Envie suas dúvidas para o Vida de Escritor, por email ou comentando aqui no blog, e terei prazer em responder - e ainda mais prazer em descobrir a resposta, caso eu não saiba!

Vamos, então, a mais uma compilação de perguntas e respostas neste post da série Dúvidas de Escritor.

Pergunta: Quando escreve seus livros você pensa em determinada faixa etária para a criança? É diferente escrever para uma criança de 7 e para outra que tenha 11 anos...
Resposta: Sim, isso é essencial. A história precisa ter CONTEÚDO e FORMA/LINGUAGEM adequados à faixa etária, senão o livro não funciona. Uma possível organização é:
Nível de leituraDescrição
pré-leitores Livros sem texto para antes da alfabetização
leitores iniciantes Livros para o período de alfabetização
leitores autônomos Livros curtos para leitura independente
leitores críticos Livros juvenis para pré-adolescentes
leitores críticos e independentes Adolescentes, jovens e adultos
Veja que não é bem por faixa etária, mas por nível de leitura; usualmente as coisas estão associadas: uma criança com nível de leitura avançado para sua idade provavelmente também tem maturidade mais avançada.


Pergunta: Estou escrevendo onde busco abordar nos poemas temas que as crianças gostam: imaginar, tecnologia, animais, etc. Tento escrever os poemas de forma que as crianças utilizem bastante a imaginação. Você acha que estou no caminho? Pela sua experiência, do que você acha que as crianças gostam?
Resposta: Já ouvi dizer de um escritor experiente que “as crianças são mais poesia do que prosa”, elas pensam de maneira mais livre, então acredito que a poesia tem mais apelo para elas, desde que não seja surrealista a ponto de ser incompreensível. Então, sim, acho que você está no caminho certo.
Quanto ao que as crianças gostam... Depende muito! Meninos gostam de meleca, rolar na lama, brincar e brigar, misturando as duas coisas, correr na chuva, subir em árvores, gritar e dominar o mundo. Meninas gostam de casinha, de bonecas, de se vestir de mãe e de conversar com seus animais de pelúcia. Ou não, de repente tudo isso é só clichê... Mas pelo menos com meu filho e minha filha – tenho um casal – foi assim!!
"Escrever é pensar. Escrever bem é pensar claramente. Por isso é que é tão difícil escrever"
David McCullough, autor e historiador americano
Pergunta:
Preciso de fazer um livro em que o tema é o a morte de alguém, sendo que precisa se passar em um acampamento. Teria alguma dica ?

16 de julho de 2014

Dúvidas de Escritores: Processo de escrita, produção de livros infantis, estilos e editoras...


S
abe aquela duvidazinha que fica ali, incomodando, e você não sabe para quem perguntar?
Seus problemas acabaram!  Envie suas dúvidas para o Vida de Escritor, por email ou comentando aqui no blog, e terei prazer em responder - e ainda mais prazer em descobrir a resposta, caso eu não saiba!
Vamos, então, a mais uma compilação de perguntas e respostas neste post da série Dúvidas de Escritor.

Pergunta: Você acha que 25 poemas são suficientes para um livro de literatura infantil?
Resposta: Na boa? Até um poema já é suficiente! Já vi livros infantis, para a primeira infância, com 16 páginas e 16 versos, então acho sim que 25 poemas são um número suficiente. Na verdade, o ideal talvez seja até que você corte alguns deles: é melhor publicar 20 poemas em que você REALMENTE acredite, do que 25 com “altos e baixos”.
 
Pergunta: Lendo pela internet vi que é a editora que faz a capa e diagramação, e me perguntei se mesmo que eu mandasse o livro todo pronto se eles mudariam tudo...
Resposta: A resposta, que provavelmente não vai te satisfazer muito, é: depende.
Elaborando um pouco mais: Sendo um projeto gráfico interessante, com certeza a editora vai querer aproveitá-lo, especialmente se for uma editora que não tenha uma linha de design gráfico rigidamente definida. Para aumentar suas chances, sugiro que você visite as alas infantis de algumas livrarias e procure livros que tenham, primeiramente, assuntos semelhantes ao do seu livro; e em segundo lugar, livros que tenham um visual semelhante ao seu. Envie sua proposta editorial primeiramente para as editoras que tenham tanto assuntos quanto design semelhantes, que suas chances serão as maiores.
Pergunta: Existem no Brasil boas editoras de ficção/suspense-terror para iniciantes?
Resposta: Praticamente não há “boas editoras para iniciantes”, independente do estilo. Faça um trabalho de qualidade e procure as editoras que publicam seu gênero, que as portas vão se abrindo aos poucos.
 
Pergunta: Em todos os blogs que vi me falaram coisas do tipo "faça sua história toda do começo ao fim em um parágrafo, depois vá aumentando, dando detalhes e cores à obra", mas isso parece deixar a escrita um pouco menos divertida. Só tem esse jeito?