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9 de abril de 2014

Dúvidas de Escritores - sobre publicação digital e em papel, e sobre concursos literários



etornando após um tempo imerso em leituras para concursos (foram 81 livros e cerca de 130 contos em dois meses...), o Vida de Escritor trás mais um post da série Dúvidas de Escritores, consolidando perguntas que recebemos como comentários ou por e-mail, para divulgação e conhecimento geral. 

Pois é... Sabe aquelas dúvidas que parecem simples, mas ficam ali, atravancando seu caminho? No post de hoje respondemos perguntas variadas sobre publicação impressa e digital, com dicas importantes para qualquer um que deseja levar seus sonhos adiante.

Se sua dúvida não está aqui, nem em nenhum dos posts anteriores da série, não se acanhe, pode perguntar: Podemos não saber de tudo, mas sabemos a quem perguntar! :)
Pergunta: Publicar no Kindle tem algum custo ?
Resposta: Publicar no Kindle não tem custos, e é bem fácil: basta seguir as instruções no site http://kdp.amazon.com.br

Pergunta: Após ser comercializado no Kindle,o livro pode também ser editado por uma editora?
Resposta: Nada impede isso... Mas com certeza a editora pode ter menos interesse, uma vez que o material deixa de ser inédito. Pesando os prós e contras, acredito que mais vale publicar, sair do anonimato, e começar a trabalhar no próximo – É mais fácil “vender” um livro para uma editora se você já tem outros publicados.  Agora, se você planeja publicar em papel, o ideal é publicar apenas "amostras" do livro neste formato, no máximo 10% do total, pois há editoras que estipulam em contrato que este é o percentual máximo para distribuição gratuita (com fins de divulgação) de conteúdos do livro.
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"

Mário Quintana, poeta, jornalista, tradutor e anjo.

Pergunta: É imprescindível publicar através de uma editora para vender livros em livrarias? Ou pode-se criar uma marca fantasia de uma editora independente no caso do autor bancar todo o processo de editoração e impressão?
Resposta: Na verdade, você não precisa nem mesmo criar uma “marca fantasia”; embora a maioria dos autores faça isto para dar uma maior identidade ao livro, ou para parecer mais profissional – como de fato ocorre, a meu ver, uma vez que é comum que leitores recorram à capa ou contracapa para descobrir qual a editora que publicou aquele trabalho.

Pergunta: As livrarias (e distribuidoras) precisam de notas fiscais para negociar com o autor, correto? Sendo assim, como publicar e vender de forma totalmente independente, ou melhor, sem uma editora constituída?
Resposta: Normalmente, as livrarias emitem uma “nota fiscal de entrada” (de material) para você, indicando que livro receberam e qual a quantidade. Os livros ficam em consignação, ou seja, eles não pagam nada a você, exceto se venderem. Quando você for buscar os livros (normalmente, a livraria vai combinar um prazo para deixar os livros por lá, ou pelo menos um prazo para você retornar), eles lhe devolverão os livros que não foram vendidos e emitirão uma nota fiscal de saída, pagando a você o valor dos livros vendidos, exceto pela parte deles. Em grandes redes de livrarias, como a Cultura, Fnac ou Leitura, a parte da livraria gira em torno de 60% (sim, é um absurdo).
Um detalhe importante é que nem todas livrarias aceitam livros em consignação direto dos autores; primeiro porque o espaço na livraria é limitado, e eles querem ter livros com mais chance de venda – afinal, trata-se de um negócio, nada errado com isso – e em segundo lugar porque controlar os livros que entram e saem gera custos administrativos e tempo dos funcionários, e se a livraria aceitar consignação de todos autores que aparecerem, este custo pode se tornar proibitivo.
Por conta disso, grandes redes livrarias como as que mencionei quase nunca aceitam livros em consignação; embora o gerente de cada loja tenha a liberdade de aceitar, caso queira. É mais fácil colocar o livro em livrarias menores, mas de qualquer forma vá pronto para “vender” seu livro.
Para tal, verifique em que categoria seu livro se enquadra, descubra que livros se parecem com ele, e prepare um pequeno discurso onde você irá apresentar seu livro e contar sua história (em menos de dois minutos, de preferência), destacando seus pontos fortes, porque ele é único e com quais livros se parece (leitores que gostam de “xxxx” vão gostar de meu livro). Além disso, prepare-se para divulgar seu trabalho, e deixe claro para o gerente o que você vai fazer de divulgação, e que irá divulgar a livraria como um ponto onde o livro pode ser adquirido, caso ele aceite o livro em consignação. Primeiro empolgue o gerente, e conseguindo colocar seu livro na livraria, peça para fazer uma palestra para os vendedores, e meio que repita a palestra, destacando como eles podem vender seu livro.
Pode parecer trabalhoso, mas muitos escritores começaram assim – como o André Vianco, que já há alguns anos vive só de escrever livros, mas que nos quatro primeiros livros fazia uma “ronda quinzenal” a quase 20 livrarias em São Paulo para vender seu livro. Ele disse que chegou a convencer gerentes ou vendedores a colocar seus livros na vitrine em algumas livrarias, fruto de muita conversa e uma capa profissional (essencial para ajudar nas vendas!). A propósito, se quiser posso indicar um ou dois capistas muito bons que trabalham para editoras mas aceitam trabalhos avulsos.

Pergunta: Já enviei para uma editora desde set/2013 mas não me deram resposta. É normal este tempo todo?
Resposta: Editoras demoram, normalmente, de três a seis meses para dar qualquer resposta, e muitas delas não dão resposta alguma, infelizmente. Sinta-se à vontade (eu recomendo...) para enviar para diversas editoras ao mesmo tempo, sempre tomando o cuidado de verificar nas livrarias se seu livro se enquadra na linha editorial da editora, e no site da editora como enviar. E, é claro, se possível (algumas editoras não atendem ligações de autores, além de serem extremamente antipáticas, infelizmente...) telefone e converse com o editor para saber se eles teriam interesse no livro, poupando com isso o tempo de todos e aumentando sua chance de ter um livro aceito. Além disso, depois de alguns meses, ligue novamente para "acompanhar a avaliação" de seu livro - você já ligou para a editora para a qual enviou o livro em setembro? Está na hora... :)

Pergunta: Meu livro está no formato WORD, tenho que passá-lo para PDF para publicar como ebook ?
Resposta: Depende. Se você for publicar na Amazon (para ser livro no Kindle), não passe o livro para PDF pois o conversor formata melhor arquivos enviados no formato do Word. Se você for simplesmente disponibilizar para download, aí converta para PDF, ou qualquer um poderá facilmente editar seu texto. O ideal é disponibilizar em PDF com proteção contra cópia, assim evita-se que as pessoas copiem-e-colem trechos do livro.

Pergunta: Posso publicar um romance em meu blog? Tenho publicado CONTOS que são textos menores, mas isso requer algum tipo de formatação especial?
Resposta: Se você for publicar um romance no blog, não poste todo o livro de uma vez (nem sei se é possível...), pois as pessoas não estão acostumadas a ler um livro inteiro em um blog; além da formatação ficar ruim. Para isso, você pode ir publicando aos poucos (um capítulo ou menos a cada postagem), ou simplesmente colocar o arquivo para download (o que não recomendo). A meu ver, se você vai disponibilizar seu livro assim, o ideal é que você peça que os interessados se cadastrem ou enviem um e-mail para você para receberem o livro (você envia por email depois); assim você começa a criar uma base confiável de leitores interessados, que poderá ser utilizada para divulgação quando lançando futuros livros, por exemplo.

Pergunta: Fiquei interessada em saber quais características são valorizadas nos concursos literários, e para isso comprei alguns livros de autores premiados como Daniel Galera, Cristóvão Tezza e Verônica Stigger. Além da qualidades indiscutível dos textos, encontrei outra coisa em comum: um grande (enorme!) detalhamento em todas as descrições, em todas as passagens, em absolutamente tudo (chegando - pelo menos na minha opinião - a tornar cansativa e tediosa a leitura de alguns trechos). Gostaria de saber a sua opinião: isso é uma tendência atual?
Resposta: Quer saber o pior? Depende! :)
Cada concurso tem uma regra específica, com a comissão organizadora dando algumas direções aos jurados para que as avaliações não sejam muito heterogêneas. Na prática, eu diria "infelizmente", os jurados acabam priorizando a "alta literatura" em detrimento da "literatura de entretenimento"... Exceto, talvez, nos livros infantis e infanto-juvenis.
Para mim o ideal é o meio termo: texto ágeis, divertidos, e com alguma beleza nas construções. Um texto só com beleza e tedioso é tão ou mais ruim quanto um texto ágil de ler, mas sem profundidade...
Mas não desista pois há vários tipos de concursos - e alguns privilegiam uma boa história ao invés de um belo texto!

Sabe aquela dúvida que você não sabia para quem perguntar?... Seus problemas acabaram!  :)

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28 de março de 2014

6ª FLIPIRI - FESTA LITERÁRIA DE PIRENÓPOLIS


Q
uase terminando com as minhas obrigações de jurado de concursos... Em breve retornando à normalidade no Vida de Escritor...
Enquanto isso, gostaria de começar a avisá-los sobre a Flipiri, para que reservem suas passagens e pousadas antes que a cidade encha!
Participo da Flipiri desde a primeira edição, e cada ano fica melhor.  Este ano teremos de volta o Inácio Loyola de Brandão, que consegue fazer mágica com suas palavras, falando de tudo e de nada ao mesmo
tempo, mesmerizando a plateia em suas palestras.  E o legal da Flipiri é que depois você topa com ele, e outros escritores, na rua, e tem tempo para conversar, trocar ideias, conhecer melhor estas figuras...
E este ano a Flipiri cai bem no feriadão de 1o de maio... Não tem como não aproveitar!!
Seguem mais informações sobre a feira!

Eu e o Inácio Loyola de Brandão, autografando na primeira Flipiri
Eu e o Inácio Loyola de Brandão, autografando na primeira Flipiri
6ª FLIPIRI - FESTA LITERÁRIA DE PIRENÓPOLIS
PIRENÓPOLIS, DE 30 DE ABRIL A 03 DE MAIO DE 2014.

LITERATURA E VIAGEM
* Homenagens a Ignácio de Loyola Brandão e ao artista plástico e escritor Elder Rocha Lima
*Realização do II Encontro FLIPIRI de Ilustradores
 
Para celebrar o Brasil como destino turístico - em voga devido a eventos próximos como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas – a FLIPIRI – Festa Literária de Pirenópolis elegeu o tema LITERATURA E VIAGEM como lema de sua sexta edição. Assim, a pequena cidade de Pirenópolis, um dos principais destinos turísticos do estado de Goiás, vai acolher, de 30 de abril a 3 de maio de 2014, um grande encontro da leitura, marcado por homenagens a autores como Ignácio de Loyola Brandão e Elder Rocha Lima, a realização do II Encontro FLIPIRI de Ilustradores (que contará com a presença do grande norte-americano Todd Parr em sua primeira visita ao Brasil), participação de autores como Marcelo Carneiro da Cunha (autor de obras como Antes que o mundo acabe e Insônia), feira literária itinerante, palestras, oficinas, bondinho literário, exposição, dentre várias outras atividades. A entrada é franca.
 
A FLIPIRI – Festa Literária de Pirenópolis anualmente envolve 5 mil alunos e 260 professores, num grande encontro com a leitura. No mês que precede a Festa, acontece a FLIPIRI NAS ESCOLAS, com autores e facilitadores de leitura visitando escolas e comunidades, em um trabalho de inclusão social conduzido pelo Instituto Cultural Casa de Autores com o propósito de despertar o gosto pela leitura, ampliar o horizonte do letramento, fomento ao livro e da recepção literária, resultando ainda em significativas doações às bibliotecas escolares. Até o momento, a FLIPIRI já contabilizou mais de R$ 100 mil em doações de livros e teve 25.000 visitantes (média de 5 mil por ano).
 
A cidade também acolhe o ENCONTRO FLIPIRI DE ILUSTRADORES, criado em 2013 para suprir uma lacuna existente entre as festas literárias brasileiras no que se refere ao reconhecimento da ilustração como elemento fundamental do texto final. Em 2014, haverá a participação especial do autor norte-americano Todd Parr, festejado criador do ToddWorld. Além de Parr, estão confirmadas as presenças do ilustrador mineiro Walter Lara (que detém o título de Altamente Recomendável pela PFLIJ e já expôs na Feira do Livro de Bolonha, Itália), do premiado baiano Jô Oliveira (que tem obras publicadas na Itália, Grécia e Argentina), do artista plástico e ilustrador mineiro radicado em Brasília Henrique Gougon, dentre vários outros.
 
6ª FLIPIRI – FESTA LITERÁRIA DE PIRENÓPOLIS e o II ENCONTRO FLIPIRI DE ILUSTRADORES contam com o patrocínio do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento.
 
VIAGEM DA PALAVRA
 
Viagem sempre se traduz em descobertas, experiências, reflexões. Cada percurso reserva surpresas. Foi a partir destas vivências que o escritor Ignácio de Loyola Brandão escreveu O Mel de Ocara, seu mais recente livro, que inspirou o tema da 6ª FLIPIRI. No livro, o autor – que procura sempre estar presente aos eventos literários Brasil afora – revela paisagens, comidas, falas de um País continental e diverso. Ignácio de Loyola Brandão gosta de viajar. Diz que a estrada o deixa feliz. Só em 2012, ele passou por 46 cidades. Dentre elas, a pequena Ocara, no interior do Ceará, onde recebeu de uma senhora um pote de mel. O presente o deixou profundamente emocionado e acabou por dar título ao livro que reúne estes relatos de viagem.
 
Além do autor paulista, também estará presente à 6ª FLIPIRI – FESTA LITERÁRIA DE PIRENÓPOLIS o escritor gaúcho Marcelo Carneiro da Cunha, autor cuja obra tem sido bastante adaptada para o cinema. São dele os argumentos de filmes como Insônia, de Beto Souza, Antes que o mundo acabe, de Ana Luiza Azevedo, e do curta-metragem O Branco, de Liliana Sulzbach, premiado nos festivais de Berlim, Rio, Biarritz, dentre outros. Também virá o carioca Guga Murray, que desenvolve um grande projeto de educação para a música, o poeta brasiliense Nicholas Behr, a escritora mineira radicada em Brasília, Clara Arreguy, o paulista Eraldo Miranda, especialista em literatura infantil, dentre vários outros.
 
IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO
Romancista, contista, cronista e jornalista, nascido em Araraquara, São Paulo, em 1936, é um dos maiores nomes de literatura brasileira. Estreou no jornalismo com uma crítica de cinema para o jornal de sua cidade, ainda aos 16 anos. Aficionado por cinema, foi à Itália, estudar roteiro na Cinecittà. Na volta ao Brasil, estreia na literatura com a coletânea de contos Depois do Sol, de 1965. Três anos depois vem o primeiro romance, Bebel que a cidade comeu. Seu romance Zero, eleito como um dos cem melhores do Brasil no século XX, foi publicado primeiro na Itália; no Brasil, acabou censurado pela ditadura militar em 1975 e só liberado em 1979. Em 2008, com o romance O Menino que Vendia Palavras, ganhou o Prêmio Jabuti. É autor de obras referenciais como O Verde Violentou o Muro, O Beijo não vem da boca e Dentes ao sol.
 
MARCELO CARNEIRO DA CUNHA
Escritor gaúcho nascido em 1957, formou-se em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas abraçou a literatura bem cedo, lançando, em 1987, Noites do Bonfim. Seguiram-se Codinome Duda (1992), Duda 2, a missão (Prêmio APCA de 1994), Insônia (Prêmio da União de Escritores do Brasil em 1996), Antes que o mundo acabe (2000), Ímpar (2002), Duda 3, a ressurreição (2004), Nem pensar (2010) e Filho de peixe (2013), num total de 18 livros. Em grande parte, sua obra é dedicado ao público infanto-juvenil, com exceções como o livro O nosso juiz (2004), escrito para o leitor adulto. Foi escritor residente da Ledig house, em Nova York, e autor convidado da fundação Japão.
 
GUGA MURRAY
Instrumentista, arranjador, compositor nascido no Rio de Janeiro (1973), transita entre o popular e o erudito. É membro da terceira geração de uma família de músicos. Seu pai, José Murray, foi violonista do Quarteto em Cy, com o qual gravou vários discos. Sua mãe, Roseana Murray, é escritora e juntos lançaram o Livro-Concerto Caixinha de Música. Guga, com seu violão, constrói, junto com a plateia instalações musicais e canções. Os poemas, feitos em parceria com Reseana, adquirem novas formas e leituras. Guga lançou dois discos com o conjunto Um Trio Viralata. Atuou junto ao governo da Bretanha, França, num projeto de integração cultural chamado Terra musical. Levou seus Concertos Didáticos para a Andaluzia, durante três anos. Depois de lecionar na Escola de Música Companhia das Cordas, em São Paulo, viveu alguns anos na Espanha, até radicar-se em Resende, no estado Rio.
 
HOMENAGEM ESPECIAL
O pintor, desenhista, aquarelista, arquiteto, escritor, crítico de arte, artista gráfico e professor Elder Rocha Lima já declarou seguidas vezes seu amor pela pequena cidade de Pirenópolis – o autor lançou, inclusive, o Guia Sentimental de Pirenópolis, com informações históricas e curiosidades sobre a cidade, ilustrados por desenhos feitos a bico de pena e fotografias. Agora, a cidade vai retribuir esse amor homenageando o grande artista na sexta edição da FLIPIRI.
 
Elder Rocha Lima é nascido na cidade de Goiás (1928). Formado pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, desde cedo levou juntas as atividades de arquiteto e artista plástico. Depois, lecionou história da arte no Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás – UFG, e desenho e história da arte na Universidade Católica de Goiás – UCG, em Goiânia, até 1970. É um dos fundadores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UCG.
 
Em 1980, atuou como crítico de arte para o Jornal de Brasília. Em 1991, recebeu homenagem da Universidade Federal de Goiás, com exposição no MAC de Goiânia. Detém o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. É autor de Ex-votos de Trindade, Utopia – O discurso e a prática, Apologia das Mãos, Octo Marques: Trajetória de um Artista, Itinerário Cora Coralina, Notícias de Corumbá de Goiás, Guia Afetivo da Cidade de Goiás e Guia Sentimental de Pirenópolis.
 
II ENCONTRO FLIPIRI DE ILUSTRADORES
 
Um dos mais consagrados autores e ilustradores de livros infantis do mundo, Todd Parr é o convidado de honra do II Encontro FLIPIRI de Ilustradores, que acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, no Salão Paroquial da cidade de Pirenópolis, Goiás. Ao longo de dois dias inteiros de conversa, o público poderá conhecer diferentes técnicas de ilustração, saber como pensam aqueles que criam o universo imagético dos leitores e se aprofundar no trabalho de grandes nomes da ilustração no Brasil, como Walter Lara, Mariana Massarani, Jô Oliveira, Gougon e vários outros. O Encontro Flipiri de Ilustradores vem preencher uma lacuna existente no campo dos encontros literários no Brasil, que pouco se debruçam sobre a arte da ilustração. Tanto quanto a escrita, a ilustração é primordial para a absorção dos conteúdos.
 
A presença ilustre desta segunda edição é o norte-americano Todd Parr, que vem pela primeira vez ao Brasil. Criador do festejado ToddWorld, veiculado nos canais TLC e Discovery Kids, e de dezenas de títulos, Todd Parr já vendeu milhares de exemplares em todo o mundo, sempre abordando temas como a tolerância, a diversidade, a importância da leitura, a família, os animais e outras questões que ocupam a imaginação e as dúvidas de crianças mundo afora. As mesas do II Encontro Flipiri de Ilustradores têm entrada franca.
 
PROGRAMAÇÃO ENCONTRO DE ILUSTRADORES
02 de maio – sexta-feira
·         09h às 12h - Conferência de abertura, com Todd Parr. Apresentação: Margarida Patriota - seguido de autógrafos
·         13h às 16h - Mesa 01 - A Ilustração como uma viagem pelo imaginário com Walter Lara, Christie Queiroz e Gení Alexandria. Mediação: Tino Freitas – seguido de autógrafos
·         16h às 19h - Mesa 02 - A ilustração nos livros infantis com Mariana Massarani, Romont Willy e Genilda Alexandria, Mediação: Iris Borges – seguido de autógrafos
03 de maio - sábado
·         09h às 12h - Mesa 03 - Uma viagem pela ilustração no Brasil e no Mundo com Jô Oliveira, Jorge Braga e Goungon, Mediação: Lucília Garcez – seguido de autógrafos
·         16h às 19h – Oficina de Ilustração com Todd Parr
·         13h às 16h – Oficina de Ilustração com Walter Lara
 
PARTICIPANTES
TODD PARR
Nascido em 1962, em Rock Springs, Wyoming, transferiu-se, em 1995, para São Francisco, na Califórnia. Antes de tentar a carreira artística, foi comissário de bordo, mas não deixou de lado a paixão pela arte, até que começou a exibir suas pinturas em restaurantes de São Francisco. Em 1998 seu primeiro livro, Black & White, foi lançado com grande repercussão. Vieram pedidos de outras obras e ele não parou mais. Daí para a televisão foi só uma questão de tempo. Em 2005, estreava ToddWorld, que chegou a ser indicado ao Emmy. Além dos leitores americanos e brasileiros, as obras de Todd Parr já atingiram as crianças da França, Espanha, Japão e Israel. Pela Panda Books, foram lançados 17 títulos, desde 2003, chegando a incrível marca de aproximadamente 200 mil exemplares vendidos. São títulos como Cuecas e calcinhas – O certo e o errado, O livro da família, O livro da mamãe, O livro da paz, O livro da vovó, O livro do papai, O livro do planeta Terra, O livro do vovô, O livro dos sentimentos, O livro eu te amo, Otto vai à praia, Otto vai dormir, Somos um dos outro, Tudo bem ser diferente e Ler é uma gostosura.
 
MARGARIDA PATRIOTA
Professora de Literatura da UnB, de 1976 a 2002, autora de ensaios, novelas, contos e romances. Atualmente apresenta e produz o programa "Autores e Livros" da Rádio Senado. Tem mais de 20 livros publicados, a maioria destinada ao público juvenil, como Meu pai vive de arte, A equipe do Olho Aberto, Uma voz do outro mundo, além de títulos dedicados ao público adulto, como Nuas, Mafalda Amazona e A Lenda de João, o Assinalado (biografia romanceada do poeta Cruz e Souza).
 
WALTER LARA
Nascido em Betim (1952), Minas Gerais, é artista plástico com trabalhos no Brasil e no exterior. Como ilustrador, detém o título de Altamente Recomendável pela FNLIJ. Já expôs na Feira do Livro de Bolonha, Itália. Trabalha também com ilustração científica para exposições permanentes em áreas de preservação ambiental. Tem dois painéis em exposição permanente no Museu de Ciências Naturais da PUC-MG. Como autor, lançou O Artesão, Como nascem os pássaros azuis e Na Biblioteca da Rua Direita.
 
CHRISTIE QUEIROZ
Cartunista, nasceu em Goiânia (1973) e aos 16 anos começou a publicar as tiras do Cabeça Oca no Jornal O Popular, em Goiás, Jornal do Tocantins e Jornal de Brasília, no Distrito Federal. As tiras são publicadas até hoje no Almanaque, Suplemento Infantil, sem interrupções. Formou-se em design gráfico pela Universidade Federal de Goiás. Lançou Elétrico, Neurótico e Sem Juízo, abrindo a Coleção Cabeça Oca que já tem 11 títulos publicados, dentre eles Cabeça Oca no Mundo de Cora Coralina, prêmio de melhor livro infantil da Abigraf/GO. Recebeu em 2005 a menção honrosa em Nova York, da Society News for Design. Ganhou o prêmio de Melhor livro infantil de 2005 pela Abigraf/GO também com Um Super Dentro de Mim. Os quadrinhos do autor são publicados atualmente também nos jornais Agora, de Rio Grande (RS) e Informativo do Vale, de Lajeado (RS).
 
GENÍ ALEXANDRIA
Artista plástica e ilustradora botânica, é formada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e há 12 anos se dedica à pesquisa e plantio de espécies vegetais do Cerrado. Em 2006, começou a ilustrar e no ano seguinte recebeu prêmio da Fundação Margaret Mee – realizado em parceria com a Sociedade Botânica do Brasil e Escola Nacional de Botânica Tropical – no concurso Ilustração Botânica Philip Jenkins, com primeiro lugar na categoria cores. Já em 2009, publicou o livro Ilustrando o Cerrado.
 
TINO FREITAS
Escritor, músico e jornalista voluntário do projeto Roedores de Livros, de incentivo à leitura, que propõe a união entre crianças e livros, em locais onde habitualmente não se encontram títulos para ler. Natural de Fortaleza e radicado em Brasília, é autor de livros infantis. Publicou Brasília de A a Z, Controle Remoto e Cadê o juízo do menino?
 
MARIANA MASSARANI
Ilustradora e escritora carioca (1963), é formada em Desenho Industrial. Foi ilustrado do Jornal do Brasil durante 13 anos e colabora para revista como Ciência Hoje para Crianças e Seleções Reader’s Digest. Já ilustrou mais de 40 livros infantis, de autoras que estão entre as maiores do gênero no Brasil, como Ana Maria Machado (Quenco, o Pato e A Galinha que Criava um Ratinho) e Ruth Rocha (Quem tem medo de monstro? e Quem tem medo do ridículo?). Também é autora das ilustrações de Rimas no País das Maravilhas, sobre a obra de Lewis Carroll, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti em 1997.
 
ROMONT WILLY
Ilustrador autodidata e autor, mora em Brasília. Destaca-se pela versatilidade nas técnicas aplicadas em suas obras: aquarelas, guaches, colagens, massa de modelar ou pintura digital. Atualmente, tem mais de 30 livros ilustrados. Já ilustrou trabalhos para agências de publicidade. Dentre os livros, ilustrou títulos como O Abacateiro Bagunceiro, de Jonas Ribeiro, A história estranha de Eduardo Peçanha, de Gilberto Lacerda Santos, e O Circo do Jiló, de Lia Neiva. É autor de Máquinas do Tempo
 
GENILDA ALEXANDRIA
Artista gráfica goiana, formou-se pela Universidade Federal de Goiás e atualmente é professora de Design na PUC-Goiás e do curso de Arquitetura do Centro Universitário Anhanguera, em Goiânia. Tem sido responsável por fazer o projeto gráfico dos livros lançados pelo IPHAN no estado e acaba de ilustrar seu primeiro livro infantil.
 
ÍRIS BORGES
Professora, servidora pública, psicóloga, empresária e escritora. Nasceu em Coromandel (MG), mudou-se para Brasília, onde se radical. Atualmente dirige a Arco-Iris Distribuidora de Livros, é presidente do Instituto Casa de Autores, curadora da Festa Literária de Pirinópolis (Flipiri) e da Feira do Livro de Brasília. Autora de vários títulos como a série Eu amo livros, Eu amo bibliotecas, Eu amo editoras, Eu amo ilustradores e Rosa Morena, dedicados ao público infantil.
 
JÔ OLIVEIRA
Desenhista de histórias em quadrinhos e ilustrador, formado em Comunicação Social pela Escola Superior de Artes Industriais, na Hungria, Jô Oliveira participou de revistas em quadrinhos no Brasil, Itália, Grécia e Argentina, entre outros países. Dentre suas obras, destaca-se Hans Staden - um aventureiro no novo mundo, publicada originalmente em capítulos na revista italiana Corto Maltese, em 1989, e posteriormente lançada no Brasil. É bastante conhecido por ter ilustrado diversos selos dos Correios e por ilustrações de livros didáticos e infanto-juvenis, dos quais se destacam uma versão de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Em 2004 foi premiado com o Troféu HQ Mix como Grande Mestre.
 
JORGE BRAGA
Ilustrador, colabora, desde 1977, para o jornal O Popular, de Goiânia, tendo passado também por colaborações para outros veículos como O Pasquim e Diário da Manhã (onde tinha a tarefa de ilustrar as crônicas de Carlos Drummond de Andrade). Cartunista, chargista, caricaturista, dono de um humor afiado e inteligente, Jorge é premiado e celebrado como uma das personalidades mais carismáticas e extrovertidas da cena cultural goiana.
 
HENRIQUE GOUGON
Gougon é jornalista formado pela UnB. É o decano da ilustração jornalística em Brasília, tendo ingressado no Correio Braziliense em 1967, para participar da aventura de instalação do off-set no jornal, para o qual realizou os primeiros cartuns a pedido do Jornalista Ary Cunha. Na mesma época trabalhou na antiga TV Brasília, introduzindo a charge política de movimento, ainda no tempo da TV em preto e branco. Mas foi no Jornal de Brasília onde permaneceu por mais tempo, produzindo charges políticas, que se transformaram em livros – Que País é Este e Onde está a Nossa Bandeira, Fogo Cerrado, Traçando a Carta. Gougon nunca deixou de produzir charges, cartuns e ilustrações, como também participar de vários salões, como o do Piauí, da Funarte e muitos outros. Continua em atividade no desenho de humor.
 
LUCÍLIA GARCEZ
Professora e escritora, graduada em Letras pela Universidade Federal de Sergipe, com mestrado em Literatura pela Universidade de Brasília e doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP. Atua principalmente nos temas da escrita, produção de texto, interação, dialogia. Autora, entre outros, de A escrita e o outro, Técnica de redação, O sorriso do Gato (biografia de Lewis Carroll), Notícias do Descobrimento, As aventuras de Hans Staden, Explicando a arte brasileira e vários outros, em parceria com o artista Jô Oliveira.
 
6ª FLIPIRI – FESTA LITERÁRIA DE PIRENÓPOLIS
Patrocínio: BNDES
Realização: Instituto Cultural Casa de Autores e Prefeitura Municipal de Pirenópolis
Curadoria: Iris Borges
Produção geral: Gedson Oliveira
Produção executiva: Gianna Toni
 
II ENCONTRO FLIPIRI DE ILUSTRADORES
Data: 2 e 3 de maio de 2014
Local: Salão Paroquial de Pirenópolis
Entrada franca

E você, já participou da Flipiri ou outra feira Literária? O que achou? Comente e participe!

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7 de março de 2014

20 dicas muito práticas para escrever bem, de J.B.Oliveira


R
ecebi há algumas semanas um e-mail com o título "20 dicas muito práticas para escrever bem", de J.B.Oliveira.
Gostei imediatamente, mas como nunca acredito nestes e-mails que circulam por aí, procurei o autor e conferi: o texto é mesmo dele, e melhor ainda, ele autorizou a publicá-lo aqui.
Com vocês, então, o texto do simpático e inteligente e experiente escritor J. B. Olveira:

Uma pessoa me perguntou, certa feita, como deveria fazer para começar a escrever. Respondi-lhe: “Comece da esquerda para a direita”!
Brincadeira à parte, a verdade é que muita gente gostaria de pôr suas ideias no papel e produzir obras literárias... Pois não é que a sabedoria oriental ensina que: “para ser feliz, uma pessoa deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”?
Partindo dessa premissa – e visando apontar um caminho para a felicidade – aí vão 20 dicas MUITO, MUITO práticas para qualquer um escrever BEM!
“Disciplina e trabalho constante são as pedras de amolar sobre as quais a faca cega do talento é trabalhada até ficar afiada o suficiente ”
Stephen King, em “Dança Macabra”
  1. Evite repetir a mesma palavra, porque essa palavra vai se tornar uma palavra repetitiva e, assim, a repetição da palavra fará com que a palavra repetida diminua o valor do texto em que a palavra se encontre repetida!
  2. Fuja ao máx. da utiliz. de abrev., pq elas tb empobrecem qquer. txt ou mensag. que vc. escrev.
  3. Evite os lugares-comuns, as frases feitas, “como o diabo foge da cruz”.

19 de fevereiro de 2014

7 Coisas que aprendi - com o editor Victor Tagore


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a série "7 Coisas que aprendi" recebemos contribuições de escritores e dos mais variados profissionais que atuam no mercado livreiro, que ajudam a ampliar nossos horizontes compartilhando suas experiências através de sete coisas que aprenderam até hoje. 

É fácil participar desta série, que é uma iniciativa conjunta* dos blogs Escriba Encapuzado, de T.K. Pereira, e Vida de Escritor, de Alexandre Lobão: só interessa a vontade de partilhar com os colegas de profissão. Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, se é ilustrador, editor, revisor ou estagiário de uma editora -  envie sua contribuição hoje mesmo!

Hoje temos a contribuição de Victor Tagore, editor da Thesaurus.
Tagore - como seu pai, Victor Alegria, o fundador da Thesaurus - não apenas um editor, é um batalhador pela causa dos escritores brasileiros, sempre procurando formas de apoiar novos escritores e abrir espaços para eles em feiras literárias, livrarias e outros eventos.
Com vocês, as "7 coisas" de um editor que se importa com os autores, sem nunca abrir mão da qualidade do que publica.

  1. Chegue com o livro revisado. Quando o editor vê um livro cheio de erros não perde 10 minutos com ele, pois um livro assim denota um autor sem esmero. Erros simples são aceitáveis, mas erros grosseiros, como de concordância, não são aceitáveis. É claro que a editora vai revisar seu texto, mas não irá fazer copidesque!
  2. Mostre que você conhece o que está à sua volta. Não ache que você é a última Coca-Cola do deserto, que suas ideias são sempre originais. Pesquise sobre o seu assunto o máximo que você puder e leve ao editor apenas o que você percebe que é realmente novo.
  3. O autor não é uma concha. Autores bem relacionados têm mais possibilidade de publicação. O autor precisa ter amigos, grupos de relacionamento, sejam da igreja, do clube, vizinhos, ou do Facebook, Twitter ou Blog. O autor precisa ser capaz de montar uma lista de convidados para ao lançamento que realmente irão comparecer.
  4. Não acredite que se livro vai andar com as próprias pernas. Livro é que nem criança: você precisa puxar pela mão até ele andar sozinho. Muitos autores abandonam o livro depois de editado, não o divulgam, o que é fatal para o livro – sem isso, o livro não acontece. Tenha o livro sempre em mente e com alguns exemplares perto de você, leve-o quando sair de férias, comente em conversas e na internet, sem ser chato, para aproveitar todas oportunidades de divulgação.
  5. Se o autor escreve em blogs, ou se ele tem um blog: Seus textos recebem críticas ou comentários? Recebem muitas visitas? Escrever é um exercício. Toda vez que você escreve para um público, você se esmera no que produz. Em casa, de cuecas, você escreve qualquer coisa; mas quando publicando, mesmo que em um blog, você precisa ser mais profissional. Um autor que tem centenas de artigos em um blog gera muito mais confiança para o editor - e com certeza já tem mais experiência, o que faz toda a diferença.
  6. Seja parceiro de sua editora. Se ofereça para dar palestras, crie oportunidades junto com a editora para divulgar seu trabalho – às vezes, para a editora faltam apenas boas ideias para unir as suas possibilidades com as possibilidades da editora. Não espere acontecer. Crie os momentos de venda.
  7. O livro faz o autor e o autor faz o livro. Onde é que você se encaixa? Por exemplo: Determinado autor é uma referência em sua instituição, em sua área, em sua cidade. Se você é uma referência, garante as vendas pelo menos na primeira edição. O ideal, no entanto, é o livro que faz o autor: o livro que vende pela sua qualidade, e com isso torna o autor conhecido. Com o tempo, o nome do autor passa a ser mais conhecido que o dos livros.
Sobre o autor:
Victor Tagore é editor da Thesaurus Editora, de Brasília.  Com 36 anos de existência, Thesaurus publicou mais de 2.000 títulos, sendo 95% de autores nacionais. Atualmente a Thesaurus publica mais de 100 novos títulos por ano, sendo que boa parte destes são primeiros livros.  Tagore pode ser contatado pelo e-mail editor@Thesaurus.com.br.

Um recado rápido: devido a diversos compromissos assumidos com editoras e com uma universidade, os posts do "Vida de Escritor" passarão a ser quinzenais. Agora, mais do que nunca, sua opinião e sugestão sobre temas a serem debatidos é essencial - participe, comente e se divirta nesta nossa Vida de Escritor.

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.
Veja outros artigos desta série no  Vida de Escritor e no Escriba Encapuzado.

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