Pesquisar este blog

Carregando...

19 de novembro de 2014

Workshop de Escrita de Ficção - Pré-Inscrições abertas!

A
migos!

               É comum assistirmos a filmes onde um escritor coloca um papel em branco na máquina de escrever (ou abre um novo documento no computador), digita: "Capítulo 1" e já sai escrevendo.

               Nada mais ilusório – ninguém escreve um livro assim!  Na verdade, há ferramentas muito práticas que ajudam a organizar o processo de criação de um livro, que praticamente guiam o trabalho dos iniciantes e ajudam os experientes a tirarem o máximo de si.

               Pois bem: Estou começando a organizar a próxima edição do Workshop de Escrita de Ficção, onde apresento algumas destas ferramentas, e para poder verificar a melhor data, estou realizando uma pequena pesquisa de opinião com os interessados.

               Segue uma breve descrição sobre o que é o workshop; e a pesquisa está em: https://pt.surveymonkey.com/s/8DYKTJT

               Se puderem ajudar a divulgar, eu agradeço!



Quando nos deparamos com algum mega-sucesso de vendas, em sua esmagadora maioria de autores estrangeiros, nos perguntamos o que é que estes autores têm que torna seus livros algo excepcional. Seguramente seu caminho não foi fácil, e o sucesso só foi conquistado com muito esforço e talento. Mas, a não ser em casos excepcionais, o talento e a persistência não foram os únicos ingredientes na receita de sua escrita.

Nos trabalhos de J. K. Rowling, Dan Brown, Stieg Larsson, James Patterson e outros, que venderam milhões de exemplares de seus best-sellers, é possível identificar a utilização de técnicas bem determinadas que tornam a obra coesa e a leitura ágil.

Estas técnicas, que incluem ferramentas para a construção de premissas, desenvolvimento e sustentação da trama, definição dos personagens e construção das cenas, entre outras, são ensinadas fora do Brasil em cursos de graduação em Storytelling - e com certeza foram praticadas intensamente por estes autores, que as dominaram e se aperfeiçoaram em seu uso.

Apesar dos cursos acadêmicos e independentes existirem e estarem em contínua melhoria há décadas no exterior, somente agora os autores brasileiros vêm acordando para a importância de aplicá-las em seu trabalho. Mais importante ainda, os editores nacionais cada vez mais buscam autores que tenham absorvido estas técnicas, que aumentam as chances de suas obras tornarem-se sucesso de vendas.

Para atender aos autores que estejam à procura de aperfeiçoar seu trabalho, o Workshop de Escrita de Ficção apresenta estes conceitos de forma clara e objetiva, aliando palestras teóricas com exercícios para reforçar as técnicas apresentadas. Além disso, a experiência dos facilitadores como escritores, palestrantes e condutores de oficinas de escrita criativa é agregada à experiência de cada aluno, criando um ambiente criativo de alta sinergia e intenso aproveitamento do aprendizado.

Como acontece: Nós acreditamos que somente a prática pode levar ao aprendizado e é este o enfoque didático que damos ao treinamento. Assim, o peso das oficinas equivale ao das palestras, e todos os tópicos abordados são objeto de exercícios individuais ou em grupo.

O que tem de diferente: A não ser em raros casos, os workshops realizados no Brasil não envolvem as técnicas de escrita de ficção, sendo muito mais voltados para o lado da estética da escrita, ou seja, seu lado literário. O foco deste workshop é em prover ferramentas práticas, úteis e simples para organizar o trabalho de produção de um livro.

Pré-requisitos: Não é requerida nenhuma experiência anterior como escritor ou roteirista.

Duração: 16 horas (8h por dia, em um fim de semana)

13 de novembro de 2014

Dúvidas de Escritores - Contratos, Financiamento e Liberdade de escrita


E

m meio às correrias de sempre, com pós-graduação, leituras críticas, encomendas de editoras (que foram muitas este ano, ainda bem!) e outras, consegui uma brecha para consolidar perguntas que recebi por e-mail ou como comentários aqui no Vida de Escritor, em mais um post da série Dúvidas de Escritores.
A regra vocês já conhecem: Se sua pergunta não está aqui, nem em nenhum dos posts anteriores da série, não se acanhem, podem perguntar, que se eu não souber a resposta me comprometo a descobri-la para você!
Nesta edição e nos próximos posts (são muitas perguntas...), escolhi os mais variados assuntos, espero que gostem!
Questão: Queria saber se menores de idade podem mandar um livro para editora, precisa de alguma coisa extra?
Resposta: As editoras não fazem restrições sobre quem envia os originais para elas, na maior parte das vezes.  No entanto, como menores não podem assinar o contrato de edição caso o livro seja aceito, o ideal é deixar sempre um responsável ciente para que ele possa ajudar quando necessário.
"Nunca reclame por ser mal compreendido. Você escolhe ser compreendido, ou não."
David Hare, escritor inglês de peças de teatro, TV e cinema

Questão: Como consigo algum tipo de financiamento para ajudar na publicação de meu livro?
Resposta: Esta questão de publicação é muito complicada, e em especial para quem vive longe das grandes editoras (leia-se São Paulo, e em segundo lugar Rio, BH e Porto Alegre). Quanto ao financiamento, procure pelo Fundo de Apoio à Cultura (ou algo semelhante) da Secretaria de Cultura de Curitiba, normalmente toda Secretaria de Cultura tem fundos para apoiar a publicação, e são bem menos burocráticos do que a lei Rouanet, que não só é um pesadelo burocrático como também depende de você, depois de conseguir ser seu projeto aprovado, precisar achar empresas que queiram gastar dinheiro nela (porque o projeto basicamente permite que a empresa tire parte dos seus impostos para financiar ações culturais, mas pelo que me lembro não é uma relação 1-1, é algo do tipo “A cada X que você investir em cultura, tem Y de isenção”, com Y < X. Ou seja, a empresa vai efetivamente desembolsar dinheiro para seu projeto, e achar empresas dispostas a isto nunca é muito fácil.

Questão: (Acredito que) somente os escritores de peso e renome tem uma liberdade absoluta para escreverem o que desejam sem muitas restrições. Gostaria de conhecer sua opinião e que falasse mais sobre isto
Resposta: A questão da liberdade de expressão realmente é instigante. Acredito que o escritor deve ter sempre em mente seu público alvo, afinal, ele escreve para este público. Nesta linha, o escritor, mesmo famoso, só é totalmente livre se seu público alvo for composto apenas por uma pessoa: ele mesmo. Se não, ele sempre vai pensar no QUE DEVE ou não deve escrever; em COMO DEVE ou nçao deve escrever; no QUE INTERESSA este público, e por aí vai.
Se você escreve um livro estilo biografia para sua familia, ele pode ser chato para outras pessoas e interessante para a família, que conhece os personagens ao vivo.
Se você escreve um livro para acadêmicos, ele pode ser complexo, difícil de ler, e ainda assim ter grande aceitação.
E se você escreve para "o grande público", então cai nesta linha que você falou: o filtro inicial vai ser o editor; e se você publicar sem editor, então o próprio publico será o filtro. O editor sugere o que acha que vai aumentar a chance de seu livro interessar mais gente, então não deve ser visto como um "castrador", mas como um "orientador". Pelo menos é o que eu penso.

Afinal, livros são feitos para serem lidos, e como escritor quero que meus trabalhos sejam lidos pela maior quantidade possível de pessoas!

E você, o que você gostaria de saber mas não tem para quem perguntar? Fale conosco!

Gostou? este post!

23 de outubro de 2014

Terra da Magia, Somnium e Divulga Escritor!


L
á comentei diversas vezes que a publicação do livro está cada vez mais fácil, com opções como publicar em papel ou e-book por uma editora, pagar você mesmo para publicar em papel, publicar como e-book gratuitamente ou contratando alguém para fazê-lo (há muitos intermediários oferecendo serviços nesta linha), realizar um projeto de crowdfunding para custear a impressão ou conversão para e-book, utilizar serviços de "editoras" que imprimem sob demanda (o livro só é impresso quando pago), alguns destes gratuitos, outros pagos, e ainda outros modelos mistos que vocês podem vir a lembrar.  
Tendo alternativas variadas e até sem custo para a publicação, a maior dificuldade que resta ao escritor é a divulgação. 
Nesta linha, vou iniciar este post com duas breves divulgações de publicações mais ou menos recentes de que estou participando, mas que ainda não tive oportunidade de divulgar aqui, e na sequência vou trazer informações sobre um recente projeto (começou a um ano e meio) de apoio à divulgação de escritores."É cada vez mais fácil publicar - e, com o aumento da oferta de livros, mais difícil fazer seu livro ser notado pelos leitores!"



Terra da Magia
Terra da Magia
Para começar, gostaria de falar brevemente sobre o "Terra da Magia", um projeto sensacional do mestre roteirista e escritor Gian Danton. Trata-se de uma coletânea de uma grande equipe de autores, resultado de um concurso organizado pelo Gian, que reúne contos que misturam a mitologia clássica da fantasia com a realidade e a cultura brasileira.  O resultado, como vocês podem imaginar, vai do hilário ao tenso, mas sempre curioso.  Vale à pena conferir.
O livro foi publicado em formato de e-book, e está gratuitamente disponibilizado no GoodReads, comunidade internacional de leitores, e no site do próprio Gian Danton, o Ideias de Jeca-Tatu.
Em tempo: meu conto é o "Ensombração", que além do folclore nacional bebe de fontes como o seriado Supernatural e o personagem de quadrinhos Constantine, em uma instigante história de mistério.

Somnium 109
Somnium 109
A segunda dica de leitura é a Somnium 109, revista do CLFC, Clube de Leitores de Ficção Científica com uma longa tradição de publicações de qualidade.
A Somnium 109 traz oito contos de autores nacionais, além da chamada para o Prêmio Argos 2014 e diversos textos em homenagem à escritora Ursula Le Guin, que celebrará 85 anos de idade no dia 21 de outubro.
Minha contribuição neste caso é o conto "Asas", um conto estilo policial investigativo que acontece em um futuro próximo, e que foi premiado na última edição do concurso de Contos de Ficção Científica - FCdoB. Gostei muito das "sacadas" que tive quando escrevendo este conto, que conseguiu ficar (na minha modesta opinião) tanto instigante quanto inesperado.

Por fim, como prometido, a divulgação do "Divulga Escritor", projeto criado em 26 de março de 2013 pela jornalista e escritora Shirley M. Cavalcante, hoje administradora do projeto.  Não conheço a fundo o trabalho do grupo, e gostaria muito de ouvir as opiniões de quem já teve algum contato com eles.
O texto de divulgação a seguir é de autoria da Shirley:
O Divulga Escritor tem como objetivo buscar ferramentas de divulgação para divulgar Escritores de todos os segmentos,  autores de todas as Editoras, independentes... todos podem participar, tudo começou com uma página no Facebook, hoje o projeto conta com:
  • Página no Facebook Divulga Escritor  Objetivo: Divulgar os links de páginas de todos  os escritores, as páginas divulgadas podem ser: site, blog,  FaceBook, página em recanto das letras, luso poemas.... desde que os escritores o atualizem sempre com textos de sua autoria.  
  • Grupo Divulga Escritor -  Livros no Facebook  Objetivo:  Divulgar livros de todos os escritores, desde que os livros sejam postados por seus respectivos autores.  
  • Grupo Divulga Escritor – Eventos Literários no Facebook  Objetivo: Divulgar eventos literários da Lusofonia, mobilizando o pessoal que participa do grupo a compartilhar os eventos que forem próximos a sua localização para que mais pessoas tenham conhecimento, e participem!  
  • Revista digital Divulga Escritor – Revista Literária da Lusofonia   Objetivo: Divulgar Escritores, livros, artigos literários.  
  • Entrevistas   Objetivo: Apresentar escritores de diferentes segmentos, para que todos tenham a oportunidade de conhecer melhor o seu trabalho, sua história, sua forma de pensar, suas ideias, seus livros e serviços oferecidos pelos entrevistados. Já são mais de 100 escritores entrevistados do Brasil, Portugal e África em 8 meses de projeto. As entrevistas são elaboradas pelo projeto e divulgadas através de parceiros, site, em sua página e grupos no FaceBook.
 Em breve estaremos com a livraria Divulga Escritor, terá como objetivo disponibilizar mais um canal de vendas de livros para os escritores que fazem parte do projeto.  

Para que possam conhecer melhor o projeto Divulga Escritor disponibilizamos nosso site: www.divulgaescritor.com

Muito obrigada a todos que fazem parte do projeto Divulga Escritor, obrigada a todos os administradores e divulgadores do Brasil e Portugal. Todos escritores e leitores são bem vindos ao projeto Divulga Escritor.

E você, o que tem feito para divulgar seu trabalho? Alguma outra dúvida? Compartilhe com seus colegas escritores!

Gostou? este post!

17 de outubro de 2014

7 Coisas que aprendi, com Amâncio Siqueira

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores e outros profissionais do mercado livreiro e literário para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. 
Sempre é bom lembrar que em maio deste ano lançamos um e-book com 61 contribuições de escritores e profissionais do mercado.  E estamos agora juntando contribuições para a próxima edição!  Então, se você é escritor iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, se é editor, capista, ilustrador, revisor, agente literário ou mesmo um leitor ávido com algo para compartilhar, não perca tempo e envie sua contribuição para esta série de artigos!
Neste post temos três novas participações para a série. 
No Escriba Encapuzado há duas novas contribuições, ambos de escritores que se destacaram nos concursos literários do SESC: Maurício de Almeida e André Timm.
E aqui no Vida de Escritor, os insights do escritor Amâncio Siqueira, aproveitem!
  1. Leia muito, o tempo todo, desesperadamente, e sinta dor na consciência por não poder ler tanto quanto deveria e gostaria. Um escritor que não lê passa a mesma credibilidade de um médico fumante ou um nutricionista gordo, com o agravante de que os outros podem saber muito, embora não utilizem pra si, enquanto o escritor que não lê não sabe escrever e não tem a mínima noção da escrita como profissão.
  2. Tenha disciplina. Esse é um conselho que tento dar a mim mesmo todos os dias, embora raramente eu o acolha. Disciplina é fundamental. Sentar e escrever (ou escrever em pé, ou deitado, se for melhor pra você). Quando não conseguir dar continuidade ao livro, pesquisar, ler, fazer resumo dos próximos capítulos, detalhar diálogos.
  3. Estude muito sobre tudo. Consulte dicionários de várias línguas, enciclopédias. Não escreva sobre uma flor antes de saber tudo sobre ela. Estude muito para escrever, e principalmente depois de ter a obra pronta, para as revisões. Mas tente sempre esconder o quanto estudou. O leitor não precisa saber que você leu dez mil páginas para escrever um capítulo. O livro tem que fluir diante do leitor de forma natural, como se não tivesse exigido nenhum esforço de sua parte. Estude ainda mais sobre o mercado editorial.
  4. Depois de concluída a primeira versão do livro, deixe-o na gaveta um bom tempo, entre seis meses e um ano. Você poderá perceber com mais facilidade os erros gramaticais e as inconsistências quando tiver esquecido o texto escrito. Não deixe por um tempo muito grande, ou esquecerá os objetivos do que escreveu, a essência que queria dar ao texto.
  5. Procure leitores críticos e agradeça cada crítica recebida. Muitos pretensos escritores não querem submeter seus textos sequer à crítica do próprio editor. São esses que enchem o mundo de péssimos livros e geram a noção em grande parte acertada de que edições autopublicadas são ruins.
  6. Pense no leitor. Não escreva apenas para si mesmo. Se você quer ter a escrita como profissão, deve entender que nenhum profissional visa a si mesmo. O médico deve fazer o que é melhor para o paciente, e não para si. Pensar no leitor não significa escrever livros da moda e tentar virar bestseller escrevendo qualquer porcaria. Significa saber que a comunicação exige compreensão e retorno. Se o leitor que você quer é inteligente, escreva livros inteligentes, mas evite ser pedante. O leitor não se emocionará com um parágrafo que não passa de um jogo de palavras vazio. O máximo que acontecerá será um sorriso sarcástico ou seu livro jogado contra a parede.
  7. Procure uma editora que ganhe dinheiro vendendo seus livros para leitores, e não para você mesmo.

Sobre o autor: Amâncio Siqueira é suicida não praticante.  Obras: O Evangelho de São Pecador (ArtExpressa, 2010) e Quebra Cabeças (lançamento previsto para 2015)
* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

Veja a opinião de outros autores no  Vida de Escritor e no Escriba Encapuzado.
Até a semana que vem - e enquanto isso pensem em SUAS 7 coisas e enviem suas contribuições

Gostou?  este post!