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Março de 2015 - vagas limitadas - aproveite!

3 de março de 2015

5 x 7 Coisas que Aprendi! Com Patrícia Castellani, Chris Ritchie, Luís Giffoni, Lucas Barroso e Noemi Jaffe

7 Coisas que aprendiEm uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores e outros profissionais do mercado livreiro e literário para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. 

Então, você já sabe: Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Esta semana vou anunciar CINCO novas participações para a série, publicadas no Escriba Encapuzado durante minhas férias para conclusão do TCC:

  • Patrícia Castellani é jornalista, fotógrafa profissional, compositora, produtora fonográfica e assessora de marketing e comunicação visual.

  • Chris Ritchie é escritora, professora, revisora, tradutora e intérprete, fundadora d a Ritchie&CO. – Comunicação em Inglês e Português.

  • Luís Giffoni reside em Belo Horizonte. Tem 21 livros publicados, que ganharam estudos, traduções e adaptações nos Estados Unidos, Inglaterra, México, Argentina, Portugal, Alemanha e Brasil. Atualmente escreve crônicas regulares para a Revista Veja BH.


  • Noemi Jaffe é escritora, professora de literatura e crítica literária e colabora com os jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico.

Gostou? Quer aprender mais com a experiência de outros 58 escritores? Baixe agora o eBook gratuito da série 7 coisas que aprendi

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

Veja a opinião de outros autores no  Vida de Escritor e no Escriba Encapuzado.

Neste próximo fim de semana estou apresentando a quinta edição do Workshop de Escrita de Ficção - Fiquem ligados, pois volto semana que vem com novidades! 

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23 de fevereiro de 2015

Dúvidas de Escritores: Romances ou contos? E como achar uma editora para seu livro.

F
inalmente, com este post, concluo a sequência de "perguntas acumuladas" em 2014 para a série Dúvidas de Escritores.
De qualquer forma, se apesar disso você não achar a resposta que precisa neste post ou nos posts anteriores da série, já sabe: basta perguntar!

Nesta edição, falo sobre como encontrar uma editora para seu livro e sobre o rumo a se escolher: contos ou romances?
Questão: Meu livro é um romance bem humorado, destinado ao publico juvenil e adulto, narrado na primeira pessoa. Poderia me falar alguns nomes de editoras?"CORTE. Somente quando as palavras não essenciais são cortadas é que se ressalta cada uma das essenciais"
Diana Athill, escritora e editora inglesa
Resposta: Só pelo que você falou não dá para saber.
O processo para procurar uma editora é simples: Visite uma livraria e folheie os livros que são para o mesmo público-alvo que o seu; leia suas apresentações e anote o nome e informações de contato das editoras daqueles que forem mais alinhados com o seu. A partir daí, é só visitar o site de cada editora e descobrir como cada uma avalia originais de novos autores - cada editora tem um processo diferente - e começar a enviar seu livro. Sempre que possível, ligue antes para saber se estão recebendo originais (dependendo da época, a editora pode simplesmente ignorá-los...), e se pode enviar em nome de alguém específico - o que aumenta as chances de ele ser lido.
OU... sempre há a auto-publicação, em papel (paga), impresso por demanda (gratuito, como na editora Per Se, por exemplo) ou totalmente virtual (para publicar na Amazon, por exemplo, também é de graça). Dê uma conferida aqui no Vida de Escritor, que há diversos posts cobrindo estas alternativas.

Questão: Queria muito saber se devo arriscar a escrever um romance, ou ir "praticando" criando contos com o mesmo estilo.
Resposta: Como quase tudo na literatura (e na vida...), não há uma resposta definitiva para sua questão. :) Eu, por exemplo, comecei escrevendo contos e depois fui migrando para romances; no entanto há escritores que já começam com romances (por exemplo, o André Vianco), e outros que ficam a vida inteira escrevendo apenas contos; não há uma lógica de começar com um para depois passar para o outro.

Dito isto, escrever contos pode ser mais fácil porque não é necessário desenvolver muitos detalhes sobre a trama ou os personagens, há menos personagens, e por conta disso o esforço para organizar o trabalho é menor. Por outro lado, o conto, sendo uma “narrativa mínima de impacto máximo”, traz outros desafios como por exemplo conseguir condensar o que há de mais importante em uma história em poucas linhas, sem “perder a mão” – sob a pena de não conquistar o leitor.

Sugiro que você tente organizar a trama, anotando os pontos principais pelos quais a história vai passar, registre os detalhes dos personagens e, então, faça uma “sinopse” de sua futura história em no máximo 5 páginas, como se estivesse escrevendo o resumo de um livro que você leu. Feito isso, você terá uma ideia bem melhor do que é sua história e de seu potencial em se tornar um livro ou um conto.
Depois, tome sua decisão!

E você, depois desta maratona de posts com dúvidas, ainda tem alguma? Sem stress,  entre em contato pergunte!

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7 de fevereiro de 2015

5o Workshop de Escrita de Ficção - Últimas Vagas!

Amigos Escritores,

Há um mês do 5o Workshop de Escrita de Ficção do Vida de Escritor, ainda temos algumas vagas.
Estou organizando os últimos detalhes para o evento, e será um prazer poder contar com alguns de vocês nesta edição.  
 Seguem informações resumidas sobre o evento, e qualquer dúvida é só perguntar pelas vias de contato abaixo ou escrever um comentário neste post.

5º Workshop de
Escrita de Ficção
Brasília, dias 7 e 8 de março, no CCB – Centro Cultural de Brasília, 601 Norte


O conteúdo:
Técnicas práticas, trazidas de cursos de storytelling americanos e ingleses, para estruturar o trabalho do escritor desde a produção da premissa que organiza e valida a ideia inicial até artifícios para prender a atenção dos leitores, passando por técnicas de estruturação da trama, desenvolvimento de personagens e desenvolvimento das cenas. O workshop conclui este ciclo com dicas sobre o mercado editorial brasileiro.
Como acontece:
Acreditamos que só a prática leva ao aprendizado, e é este o enfoque que damos ao treinamento - todas as técnicas abordadas são objeto de exercícios individuais ou em grupo.
Público-alvo:
Escritores e roteiristas iniciantes ou em qualquer ponto da carreira que tenham interesse em aprender técnicas utilizadas por autores profissionais.

Organização:  Vida de Escritor

Informações e inscrições: http://alexandrelobao.com/workshop
ou direto com o facilitador: Alexandre Lobão, contato@alexandreLobao.com, (61) 8112.2415


Forte Abraço a todos, e até lá! :)

26 de janeiro de 2015

Dúvidas de Escritores: Mercado editorial, divulgação e cenas de abertura


O
 ano já está quase começando (afinal, o ano no Brasil só começa depois do Carnaval...), mas o trabalho de um escritor não termina nunca - então, vamos a mais um post da série Dúvidas de Escritores do Vida de Escritor!
Nesta edição, esclareço algumas dúvidas sobre mercado editorial, como iniciar um livro de forma a capturar o leitor e divulgação; com certeza três temas que todo autor precisa ter em mente.
A regra vocês já conhecem: Os posts anteriores desta série esclarecem um monte de dúvidas comuns a escritores e outros profissionais do mercado literário, mas se não acharem a resposta, não se apavorem: basta perguntar!
Questão: Acabo de ler o artigo "Sucesso dos autores estreantes" no site "Escreva o seu livro", e lá é afirmado que "uma edição independente ou por uma editora pequena pode “queimar o filme”, porque o que é bom para um autor independente é considerado um fracasso para uma livraria grande. Esse histórico cria resistência no livreiro em aceitar uma nova obra daquele autor". Confesso que fiquei um tanto preocupada porque planejo publicar em breve por meio de uma prestadora de serviços, e gostaria de não estar condenada a essa única opção para o resto da vida. Qual é o seu ponto de vista a respeito daquela afirmação?"Não só planeje escrever - escreva. Somente escrevendo, não sonhando com isso, é que você desenvolve seu estilo próprio"
P .D. James, escritora inglesa de livros policiais
Resposta: Bom, se qualquer coisa foi afirmada de maneira absoluta sobre o mercado editorial, de cara já pode descartar, porque cada editora tem seu jeito de ser, suas políticas de trabalho, sua forma de avaliar originais, etc.
A maior parte das editoras, acredito eu, vai olhar com melhores olhos um autor que já tem livros publicados do que um autor que está no primeiro livro, porque neste ramo como em qualquer outro, a experiência do profissional só melhora com a prática.
Meu primeiro livro saiu por uma pequena editora; os três primeiros do André Vianco foram auto-publicação, e por aí vai.
E ainda há o outro lado da moeda: se você de cara conseguir emplacar um livro pela Record, por exemplo, eles farão uma tiragem inicial de 5.000 exemplares. Se você não vender o suficiente e seu livro sair de catálogo, isso pode depor contra sua carreira, inclusive em outras editoras.
Ou não!
Cada caso é um caso; mas a meu ver você só deve ter uma preocupação: sair do ineditismo, e continuar escrevendo os próximos livros para montar sua base de leitores - o que (isso sim) facilita muito a venda para qualquer editora.

Questão: Muitas vezes tenho já o fim da história na cabeça, mas o começo, o primeiro capítulo, é o mais entravado. ... (O problema é) público imediatista, que exige ser conquistado no primeiro capítulo, senão na primeira página.
Resposta: O que não podemos esquecer é que o "público imediatista" é, basicamente, todo mundo - inclusive nós mesmos. A verdade é que poucos são os que têm paciência para continuar lendo um livro se, depois de vinte ou trinta páginas, ele não mostre nada de interessante - seja uma cena instigante, um mistério a ser resolvido, um personagem que desperta empatia ou a forma envolvente que o autor escreve. Não precisa começar com uma explosão ou uma cena de mistério super empolgante, mas o fato é que o leitor precisa ser cativado nas primeiras páginas, em qualquer tipo de livro.

Questão: Tenho muita dificuldade e pouquíssima empolgação para interações sociais. Queria muito apostar na imagem do autor fantasma. Daquela figura quase literária que todos conhecem o nome, mas poucos conhecem a fisionomia. Será que não há mesmo chance de apreciarem as minhas histórias e embarcarem nas aventuras das minhas ideias sem levar em conta a minha pessoa?
Resposta: A meu ver, só há uma alternativa a "mostrar a cara" em interações sociais: mostrar a alma em interações digitais. De qualquer forma, você precisa fazer seu trabalho chegar para o possível público leitor, ninguém vai "descobrir" você em meio a milhões de escritores na web, ou a milhares nas livrarias. Eu mesmo não sou muito dado a interações sociais, ou melhor, não era. À medida em que você vai fazendo isso, vai ficando mais fácil e - acredite! - divertido.
Veja o caso concreto: o da E. L. James, que escreveu "50 tons de cinza": ela escrevia fan-fics da saga Crepúsculo e continuamente divulgava seu trabalho (conta a lenda que eram diversas horas por dia...) entre fans da saga. Quando chegou a algumas centenas de milhares de leitores de seus textos, um editor se interessou em publicar o trabalho, com a ressalva de que ela precisaria tirar lobisomens e vampiros e deixar só a 'sensualidade' (entre aspas porque é bem mais que isso).
Então, se você preferir, pode até ficar na caverna, mas precisa ativamente divulgar seu trabalho via web.

E você, tem alguma dúvida sobre o processo de criação, publicação ou divulgação de seu livro? Participe!

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