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6a Edição - Vagas Limitadas!

6a Edição - Vagas Limitadas!
6a Edição - 13 e 14 de junho, em Brasília - Vagas Limitadas!

18 de maio de 2015

29o Concurso de Contos Paulo Leminski


C
onhecido nacionalmente, o Concurso de Contos Paulo Leminski, realizado em parceria com a Unioeste/Campus de Toledo e a Prefeitura de Toledo, por meio da Biblioteca Pública, promete mais uma vez atrair a participação de muitos concorrentes. Esta é a 26ª edição do concurso que foi criado em 1989, ano de morte do paranaense escritor, poeta, compositor, jornalista e contista que dá nome ao evento, e que nestes anos conquistou sua posição como um dos maiores concursos literário no gênero conto nacional.

Desde o início, o Concurso de Contos Paulo Leminski teve como objetivo incentivar o estudante e o leitor a desenvolver a habilidade na linguagem escrita por meio da produção literária e, além disso, difundir o gênero literário conto.
O concurso se destina a todas as pessoas interessadas. O tema é livre. A inscrição gratuita. O conto deve ser inédito; não pode ter sido premiado em outro concurso ou já publicado em livros, coletâneas e revistas.
Na última edição, em 2014, inscreveram-se 880 contos, procedentes de quase todos os estados do país, a maior participação foi do estado de São Paulo, seguido do Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul; além de contos enviados de seis outros países.
"Nunca cometo o mesmo erro duas vezes. Já cometo duas três, quatro, cinco, seis até esse erro aprender que só o erro tem vez."
Paulo Leminski, escritor, poeta, compositor, jornalista e contista paranaense
 O conto deve ser entregue seguindo o regulamento do concurso, o qual encontra-se disponível no site da Prefeitura de Toledoo e da Unioeste. Os interessados também podem ligar na Biblioteca Pública. Os participantes de Toledo podem entregar na Biblioteca Pública ou na Unioeste. Já os participantes de outras cidades e estados devem enviar seu trabalho pelo correio.

Os contos premiados e os que recebem menção honrosa são reunidos em uma coletânea publicada a cada cinco anos. Dessa forma, os escritores têm suas obras publicadas em um único volume. A última coletânea, 5ª edição, lançada em 2014, foram publicados trabalhos da 20ª a 24ª edição do concurso. A 6ª edição será lançada no ano de 2019, que constarão os contos premiados da 25ª a 29ª edição do concurso.

2 de maio de 2015

Seis passos para a criação de personagens únicos

O
 que faz um personagem ser inesquecível?
As respostas são muitas, tanto que há livros inteiros sobre criação de personagens, a maioria - infelizmente - em inglês.
Mas, a mesmo tempo, há uma resposta simples, única, que pode ser resumida em uma palavra: Empatia.

O leitor precisa se identificar, precisa ser capaz de se enxergar na pele do personagem ou, no mínimo, aceitar em um nível profundo, subconsciente, que uma pessoa poderia agir exatamente daquela forma - uma pessoa com quem ele se preocupa.  Bons personagens deixam o leitor perceber, nas entrelinhas, sua personalidade, pequenas manias, gostos e passatempos. Além disso, estes personagens fogem dos estereótipos e agem como pessoas reais ou, em outras palavras, não são homogêneos, evoluem dentro da trama e, em situações diferentes daquelas de sua rotina, mostram que são mais profundos e são capazes de tomar decisões que vão além do seu perfil básico.

Mas como conseguir esta "mágica" de criar personagens que importam? O que marca a individualidade destes personagens, de forma que o leitor não vê clichês (mesmo que eles existam...), se angustia quando o personagem está em perigo, se preocupa quando ele inicia uma nova jornada, se emociona quando ele supera obstáculos ou a si mesmo? "Boas histórias acontecem porque seus personagens são bons, e não o oposto. Pense bem nisso!"

Hoje gostaria de trazer a contribuição da escritora Linda Seger, que em seu livro “Creating Unforgettable Characters” (“Criando Personagens Inesquecíveis”, em tradução livre), apresenta uma técnica simples, em seis passos, que considero excepcionalmente feliz em sua amplitude e profundidade ao responder estas questões:

16 de abril de 2015

7 Coisas que aprendi, com Cláudio Portella

7 coisas que aprendi é uma iniciativa conjunta dos blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, onde T. K. Pereira e eu, Alexandre Lobão, convidamos escritores e profissionais do mercado editorial para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.
A série

Inspirada em uma coluna “7 Things I’ve Learned So Far” da revista americana Writer’s Digest, esta iniciativa surgiu para "saciar os sedentos pelas misteriosas águas da criação literária", segundo o amigo T. K. Pereira, autor da ideia. No decorrer de pouco mais dois anos, o projeto acumulou muitas dezenas de contribuições de escritores - um acervo notável, sem dúvida, enriquecido não só pela sabedoria de profissionais publicados, mas também pela perspicácia de aspirantes desconhecidos.

Esta semana temos a original contribuição do escritor, poeta, crítico literário e jornalista Cláudio Portella que, inclusive, exerceu sua liberdade artística de não se limitar a 7 coisas - ou mesmo numerar suas contribuições!  :)
 
Com vocês, as reflexões de um escritor, por Cláudio Portella:

Um país sem escritores é pobre. Um país onde todos se julgam escritores é mais pobre ainda.

Sou escritor, não animador de Bienal.

Todo poeta é escritor, mas nem todo escritor é poeta.

Prefiro um leitor inteligente à mil superficiais.

Um repórter veio à minha casa, queria conhecer meu ambiente de trabalho. Levei-o à cozinha e mostrei-lhe a cafeteira.

2 de abril de 2015

A angústia da alma criativa e os eventos para escritores


A
s almas criativas, seja qual for a forma que escolheram para extravasar esta criatividade, têm necessidades únicas.
Quem, entre escritores, pintores, atores, cineastas ou militantes de outras artes, não acordou com aquela ansiedade indefinida? Quem já não passou alguns dias angustiado, com algo preso no peito, sem saber bem o que é nem como tirar?
Costumo chamar isso de "angústia de criação", que basicamente é a incômoda sensação de, bem, não estar criando.
Quando se tem um espírito criativo, a repetição diária de café-da-manhã-trânsito-trabalho-almoço-trânsito-janta-jornal-novela-cama é uma morte em vida, e o pior de tudo é que muitas vezes, concentrados em conseguir o pão de cada dia, acabamos nem nos dando conta de que o que nos falta não é dinheiro, mas vida. Vida criativa.
Então, se você não é artista mas já se sentiu assim, quem sabe até chegou a consultar um médico ou psicólogo, mas ainda não descobriu a fonte de sua angústia, comece a considerar a possibilidade de você ser um artista (por enquanto...) frustrado!
E se você já sabe que é artista... Então, comece a exercitar sua criatividade!
"Escrever é uma vida de cão. Mas é a única vida que vale a pena viver"
Gustave Flaubert, expoente do Realismo na literatura francesa
Além da óbvia solução de escrever (no caso dos escritores) para exercitar a criatividade, uma opção interessante entre livros ou antes do primeiro é participar de encontros de escritores ou de clubes de leitura.
Sobre os clubes de leitura, leia este post e descubra como você pode criar o seu, caso não conheça nenhum.
Quanto aos encontros de escritores, há diversas opções. Vou sugerir algumas, e espero ouvir comentários de vocês com outras:
  • Procure associações de escritores em sua cidade. Pode ser uma associação nacional, como a Associação Nacional dos Escritores (ANE), a União Brasileira de Escritores UNE, que têm representações em diversas cidades, ou associações locais.  Quase toda cidade tem uma associação, na dúvida procure a câmara municipal de cultura ou o órgão de governo equivalente, que usualmente eles têm cadastros ou contatos destas associações.
  • Crie sua associação.  Há diversos grupos de autores com mais ou menos história, e todos com muito a acrescentar nas vidas de seus participantes.  Eu mesmo participo do Instituto Casa de Autores, um grupo  que começou com modestas reuniões e hoje é um instituto oficialmente reconhecido, organizador de feiras literárias como a Flipiri e outros eventos.
  • Participe de eventos para leitores. Frequente Bienais, feiras de livros, feiras literárias, lançamentos de livros e outros eventos do tipo. Mas não vá (apenas) como leitor: observe os escritores, assista suas palestras, troque ideias, aprenda, se inscreva para falar. Não tenha receio de sua falta de experiência, se for o caso: Todo escritor que se preza adora conversar, e não vai ficar te julgando para saber se você tem dezenas de livros publicados, ou nenhum.
  • Participe de eventos para escritores. No Brasil ainda temos poucos eventos para escritores, mas aos poucos algumas alternativas começam a aparecer. Nesta linha, uma boa (e gratuita...) opção é o evento promovido pela agência literária de James McSill, nos dias 22 e 23 de maio, em São Paulo. Vários escritores (inclusive eu) estarão apresentando palestras sobre técnicas de escrita e mercado editorial, além de a agência estar aberta para receber propostas de interessados em serem representados.  Veja detalhes no site do evento: http://Congresso2015.McSill.com - e se você for aproveite para conversar comigo ao vivo, basta deixar um comentário neste post para combinarmos.
  • Participe de oficinas de profissionalização para escritores. Enquanto o foco nos eventos para escritores é o networking, nas oficinas o objetivo é o estudo de técnicas que podem ajudar a melhorar a qualidade de seu trabalho. Assim como um pintor precisa estudar perspectiva, luz e sombra, figura humana e outros detalhes para aprimorar sua arte, o escritor precisa saber como criar uma premissa para sua história e validar se ela "merece um livro", precisa saber como definir bons personagens, como estruturar sua trama para tornar a obra mais fluida, como burilar seu trabalho de forma a prender o leitor desde as primeiras páginas.  Nesta linha, o Workshop de Escrita de Ficção, promovido pelo Vida de Escritor, tem sido um sucesso e, devido a grande demanda por vagas na última edição, vamos realizar mais uma edição nos dias 13 e 14 de junho.  Veja mais detalhes no site do evento: http://www.AlexandreLobao.com/Workshop

E você, alguma boa ideia de como exercitar a criatividade entre escritores? Comente e compartilhe suas ideias!

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