12 de julho de 2012

Arte x Técnica na produção de romances

A
migos!
          Estou saindo de férias, e para não deixá-los na mão seguem trechos de uma curta entrevista que dei a respeito de meu artigo que saiu na revista Conhecimento Prático - Literatura número 42.
         A revista ainda está nas bancas, aproveitem!

O artigo de Alexandre Lobão foi publicado na edição 42 da Revista Conhecimento Prático - Literatura. Intitulado "Técnica X Arte na Escrita dos Romances", o textoaborda o mito que existe na América Latina de que o escritor tem um dom e só escreve quando é inspirado por uma musa. "O verdadeiro escritor se assemelha muito mais a um ourives, que precisa sim de imaginação e inspiração, mas que trabalha sempre que necessário, e cujo trabalho tem tanto de técnica quanto de arte", defende o escritor.
 
Para Lobão, a maioria dos escritores nacionais são artesãos. "O que diferencia o 'artista' do 'artesão' é a sua formação acadêmica ou sistemática", diz. Ele explica que um artista plástico, por exemplo, pode investir anos estudando a figura humana, luz, sombra, perspectiva e outras técnicas. "Tendo técnicas e instintos à sua disposição, o artista simplesmente tem mais instrumentos para expressar sua arte, afirma.
        Na percepção do autor, muitos escritores acreditam que aprender técnicas de escrita pode de alguma forma travar sua arte, tirando a espontaneidade. Mas é justamente o contrário: a técnica aperfeiçoa a capacidade do escritor de expressar sua arte, avalia.
        Lobão destaca ainda que as poucas iniciativas recentes no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo para criação de cursos de graduação focados na formação de escritores ainda não conseguiram se firmar, nem ganhar reconhecimento do mercado. Esses cursos existem nos Estados Unidos e na Inglaterra desde a década de 50.
        "No Brasil, se você quer ser músico, pode frequentar curso superior de música. Da mesma forma, se deseja ser pintor ou ator, pode cursar graduação de artes plásticas ou de artes cênicas. Todos esses cursos ensinam técnicas para melhor capacitar o profissional dentro daquela arte. No entanto, não há tradição de procurar um ensino profissionalizante quando se quer ser escritor, resume Alexandre Lobão.
Sobre o autor
        Natural do Rio de Janeiro, Alexandre Lobão ingressou oficialmente na área literária em 1990, ao participar da primeira coletânea de contos do Sindicado dos Escritores do Distrito Federal. De lá para cá, tem produzido romances, livros infantis, infanto-juvenis  e livros técnicos, e participado de diversas coletâneas. Seus contos foram premiados no concurso "Monteiro Lobato", em 2004; no concurso "Machado de Assis" de 2006; e no concurso "FC do B", de contos de Ficção Científica nos anos de 2007, 2009 e 2011. Além de literatura, Alexandre produz roteiros para quadrinhos, desenhados por artistas de diversas partes do país, bem como roteiros para cinema e animação.  O escritor faz parte do Instituto Casa de Autores, ONG composta por autores de Brasília que objetiva incentivar a leitura e a melhoria da qualidade da literatura.

2 comentários:

bhering disse...

Alexandre, no meu caso então, um principiante, acredito que mais artesão ainda. Mas vamos lá, passo a passo, feliz por ter me iniciado neste vasto e surpreendente campo.

Alexandre Lobão disse...

Oi Bhering,
Todo artista começa como artesão, mesmo! Só não pode ter - como muitos - "medo" de aprender!

Forte Abraço!